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terça-feira, 29 de junho de 2010

UMA REFLEXÃO SOBRE O TERRITÓRIO JPPS

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Como caminhante não tenho uma estrada acabada para trilhar e, assim, diante de cada nova opção que a vida dispõe à minha frente, vou dando passos e construindo um novo caminho.

Foi desta forma que cheguei a algo muito novo, a metodologia do Quarto Bottom Line, que revolucionará a comunicação, as políticas públicas e as redes sociais, promovendo uma real sustentabilidade. Seu criador é Evandro Ouriques, emérito professor da UFRJ.

Considero estar vivendo uma oportunidade única de aprendizagem e crescimento, em meio a jornalistas, comunicadores, marketeiros, líderes de movimentos sociais, advogados, professores, artistas, uma diversidade profissional que só enriquece a todos.

O que estes profissionais têm em comum? São formadores de opinião, comprometidos com a democracia, com a transformação social, com a mudança dos atuais padrões mentais: uma saída para a crise de estranhamento que vivemos atualmente.

Tenho tido experiências das mais enriquecedoras. Entre elas, a oportunidade de uma vivência democrática, com debates marcados pelo respeito à opinião de todos, mesmo em se tratando de opiniões divergentes.

É muito gratificante poder lidar com a transparência na política. É algo muito novo para mim esse contato tão estreito com lideranças inquestionáveis das diferentes correntes do pensamento político partidário. É a boa política vivificando a alma de todos nós, alunos do Curso de Jornalismo em Políticas Públicas e Sociais - JPPS. Vejo um show de democracia.

Isto vem me estimulando de tal forma que estou podendo pensar política, para além da decepção das coligações dissociadas dos princípios partidários.

Por um lado, é o sistema eleitoral brasileiro que me mobiliza: o voto proporcional personalizado, a valorização da carreira individual do político, a candidatura não como defesa de propósitos, mas um galgar exclusivo de poder, e a relação de tudo isso com a existência da corrupção. A reprodução de mandatos com a compra indireta de votos (os centros assistenciais). A falta da discussão de propostas, o problema da governabilidade. Por outro, a surpresa do monólogo : como mudar a cultura predominante na política brasileira? Como e o que mudar no sistema eleitoral para transformar a política brasileira?E a lista fechada? Que nova maneira de fazer política devemos buscar? Como a Educação pode transformar a política brasileira? Que trabalho podemos fazer na formação das novas gerações moldando uma nova mentalidade?

Busco nesse grande emaranhado de pensamentos e questionamentos, as respostas que mantenham acesas as chamas de um desejo de caminhar sempre envolvida por novos desafios. O maior agora é poder revestir esses desafios pela consciência de que tudo há que estar respaldado na sustentabilidade, na forma inovadora da metodologia do Quarto Bottom Line.
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sexta-feira, 25 de junho de 2010

ELEIÇÕES 2010 E O PODER DO VOTO FEMININO

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Que as mulheres constituem a maioria do eleitorado, não é novidade.

Elas irão definir quem irá ocupar a Presidência da República a partir de 2011.

As eleições de 2010, trazem como candidatas duas mulheres competitivas: Marina Silva e Dilma Roussef.

Edinho, presidente do PT de São Paulo, em encontro na UFRJ,no RJ, foi categórico: as mulheres resistem em votar numa candidata mulher,porque acreditam que lhe falta preparo, para o exercício da Presidência da República.

Acho que não é bem assim.

Tenho me dedicado a conversar com mulheres de vários segmentos sociais, em grupos pequenos e heterogêneos quanto a idade, instrução, profissão...etc.

Embora não me utilizando de uma metodologia científica, mantenho uma observação acurada e muita objetividade no meu trabalho e pude assim ancorar nas seguintes conclusões:

1) As mulheres custam mais a se decidir quanto à sua intenção de voto, o processo de escolha para elas é muito mais complexo. Elas buscam, acumulam e avaliam informações, para definirem uma intenção de voto,que só ocorre às vésperas das eleições.

2) Algo de novo acontece nestas eleições: as mulheres estão amalgamando uma conscientização trazida pelos movimentos políticos femininos, com as informações que lhes vão chegando pela propaganda eleitoral e demonstram parcimônia e muito critério na escolha.

3) Elas ainda não fecharam sua decisão de voto, aguardam os dados mais conclusivos, que virão com a intensificação dos debates no horário eleitoral gratuito.

Diante disso, quem quiser merecer o voto das eleitoras deste país, que apresente propostas claras de políticas públicas como saúde, educação, segurança, desemprego.

As eleitoras estão focadas naquilo que influenciam o dia a dia de todos nós.

Assim só um discurso coerente, marcado pela sinceridade, será objeto de consideração.

As mulheres estão ligadas.O que for veiculado, com respeito ao próximo pleito será captado e avaliado a partir de um crivo de valores femininos, como percepção, intuição, sensibilidade,coerência,simpatia e outros...
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sábado, 19 de junho de 2010

NOVAS REGRAS DE AVIAÇÃO CIVIL

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AGENCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL – ANAC dispõe sobre as Condições Gerais de Transporte aplicáveis aos atrasos e cancelamentos de vôos e as hipóteses de preterição de passageiros. (Resolução nº 141, de 09 de março de 2010).

A ANAC está divulgando as novas regras que protegerão os passageiros a partir de agora, quando do embarque nos aeroportos do país.

Esses são os atuais direitos por atraso nos vôos:

- A PARTIR DE 1 HORA

Facilidades de comunicação (internet ou telefonemas).

- A PARTIR DE 2 HORAS

Alimentação adequada ao tempo de espera até o embarque (voucher, lanche, bebidas).

- A PARTIR DE 4 HORAS

Acomodação em local adequado ou hospedagem e transporte do aeroporto ao local de acomodação.

- EM CASO DE PERNOITE OU ESPERA PROLONGADA.

A empresa deve oferecer hospedagem. Se o cliente estiver perto do domicílio, a empresa pode oferecer só o transporte.

- CANCELAMENTO DE VOO.

Reacomodação em outro vôo, que pode ser de outra empresa, sujeita à disponibilidade de lugares, remarcação ou reembolso integral, incluindo tarifa de embarque.

Vamos divulgar e alertar a todos os usuários para que passem a fazer valer os seus direitos..

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

DOCUMENTAÇÃO PARA REGISTRO DE CANDIDATURA

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Você que é candidato às próximas eleições deste ano, confira aqui a documentação obrigatória para registro da sua candidatura junto ao TRE:

- Cópia autenticada da Ata em livro aberto rubricado pela justiça eleitoral;
- Autorização de próprio punho do candidato que aceita ser candidato:
- Prova de filiação partidária (através de declaração do partido e/ou certidão da Justiça Eleitoral) e do domicílio eleitoral registrado perante a Justiça Eleitoral um ano antes do pleito (através de certidão do Cartório Eleitoral);
- Declaração de bens ou cópia autenticada do IRRF com assinatura do candidato;
- Cópia do título de eleitor;
- Certidão de quitação eleitoral (cartório eleitoral);
- Certidão de antecedentes criminais: estadual, federal, eleitoral, trabalhista e do tribunal de contas (se existir processo com as respectivas certidões deverá vir a narrativa do objeto e de pé atualizadas de cada um dos processos indicados):

1) pela Justiça Federal de 1º e 2º graus onde o candidato tenha o seu domicílio eleitoral (distribuidor da Seção do RN e do TRF 5);
2) pela Justiça Estadual (distribuidor de Natal e do TJRN) e do distribuidor do Distrito Federal e Senador ou onde o candidato tenha seu domicílio eleitoral;
3) pela Justiça Federal e pela Justiça do Distrito Federal da Capital da República de 1º e 2º graus, para qualquer candidato;
4) pelos Tribunais competentes quando os candidatos gozarem de foro especial (STF, STJ E TST);
5) Tribunal de Contas do Estado e da União.

- Fotografia digitalizada em preto e branco;

1) dimensões: 5 x 7cm, sem moldura;
2) papel fotográfico: fosco ou brilhante;
3) cor de fundo: uniforme, preferencialmente branca.

- Comprovante de escolaridade (ou através de declaração do próprio punho);
- Prova de desincompatibilização, quando for o caso.

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

O FATO E A REFLEXÃO


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Ela subiu à tribuna e com veemência assim se pronunciou:
   
“Sr. presidente: os senhores estão falando do leite. Eu quero falar dos que mamam”. 

E daí  por diante, foi um descortinar da vergonha, do descalabro, do desrespeito que pontua a conduta desonrosa de deputados, que ao invés de serem os baluartes das conquistas populares, se tornaram predadores do bem comum.

A deputada, com seu  indignado depoimento em plenário, escancarou a corrupção, que graça na Assembléia Legislativa do RJ e torna sua atmosfera irrespirável.

Ela foi corajosa e oportuna em sua intervenção, fez um mea culpa ao dizer que na Assembléia não tem santos ( aqui se tem um indício de que o que está ocorrendo excedeu todos os limites de condescendência).   

O vídeo com o depoimento da deputada rodou a internet, provocou a troca de duras críticas aos parlamentares corruptos. Entretanto, chamou-me atenção, a necessidade de que haja alguém denunciando, dramaticamente, aquilo que nós já sabemos, para que então, por adesão, saíamos da inércia, da acomodação, da indiferença, para expressar aquele sentimento de indignação amalgamado com impotência, que permeia a nossa sociedade.

Somente a conscientização da força que temos enquanto cidadãos, nos conduzirá à busca dos meios disponíveis, para atuar junto aos poderes constituídos, exigindo correção, probidade e transparência no trato do bem comum.

Eis a importância da formação política: que além dos princípios e do conhecimento do estatuto partidário deveria incluir através de seminários e fóruns de debates, o conhecimento necessário para o melhor exercício da cidadania. Isso é atribuição primeira dos partidos políticos.

Eu assistia a TV. Câmara e pude ver ao vivo e a cores como tudo aconteceu. A partir daí, muitos e-mails me chegaram, com o vídeo da cena dantesca da Assembléia.
Assim, não pude me furtar a esta reflexão:

- O que nos faz eleger esses parlamentares corruptos e mantê-los no poder por  consecutivos mandatos?

- Onde entra a responsabilidade dos partidos políticos, que cedem sua legenda e viabilizam tais candidaturas ?  

E aprofundando esta reflexão , fui especulando dentro da minha vivência política partidária e me argüindo sobre: 

-  Quem são os mandatários que ajudei a eleger?

- Como vêm me representando?

- Se indignaram diante da denúncia da deputada?

- Sua atuação legislativa tem sido coerente com os princípios do partido, que o elegeu  ou fez uso da legenda, como mero trampolim ao poder?

- Que candidatos o meu partido está me oferecendo nas eleições 2010?

- Que critérios partidários são considerados na estruturação da nominata?

- A experiência adquirida nas eleições anteriores, foram determinantes no aprimoramento dos critérios que regulam as atuais escolhas?

- O partido ouviu as bases na escolha dos atuais candidatos?

- Se as bases não foram ouvidas, de que forma os dirigentes responsáveis pelas nominatas e coligações  responderão por suas escolhas? 

A legislação eleitoral dispõe na forma da Constituição, sobre as condições de elegibilidade. Mas os partidos políticos não poderiam estabelecer condições próprias regidas estatutariamente, que determinasse escolhas mais acertadas?

Um aspirante a mandatário precisa de uma legenda, assim o partido político tem poder de vetar ou aprovar sua candidatura.

Caberia a investigação da vida do candidato, para saber, por exemplo, se ele tem boletim de ocorrência por alguma contravenção?

O histórico do candidato? Poderia ser construído, a partir de entrevistas seqüenciais feitas por equipe multiprofissional. Estaríamos avaliando o seu perfil principalmente, suas intenções, sua familiaridade com as diretrizes do partido, suas causas e sua plataforma (lutas, bandeiras,forma de governar e o que defende) e as suas chances.

Quanto a escolha de “famosos” mereceria uma avaliação de um colegiado sobre o custo- benefício de tal indicação, pois, em geral, junto com o seu contingente de votos traz, muitas vezes, um potencial de degradação da imagem do partido junto à sociedade e ainda fortalece um aporte na longeva tradição de “personalizar” a escolha das urnas.

Resumindo: esta reflexão quer focar, primeiramente, a responsabilidade dos partidos políticos e seus dirigentes no contexto da seleção dos pré-candidatos, que não podem continuar a usarem as legendas como mero trampolim ao poder.

A nominata é de especial importância para o partido e consequentemente, para a sociedade, por isso não pode ficar fechada numa só  pessoa. O papel do coordenador político é fundamental, mas deve estar bem assessorado, para não fazer escolhas prejudiciais a todos :

Eu quero ter a certeza que o pragmatismo eleitoral não irá prevalecer, mais uma vez, sobre o meu direito de ter pessoas íntegras para votar.

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