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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aos Mestres com Carinho....




A ORAÇÃO DA MESTRA

Senhor! Tu que ensinaste, perdoa que eu ensine e que
tenha o nome de mestra que tiveste na Terra!
Dá-me o amor exclusivo de minha escola,que mesmo a
ânsia da beleza não seja capaz de roubar-lhe a minha
ternura de todos os instantes.
Mestre! faze perdurável em mim o entusiasmo,
e passageiro o desencanto.
Arranca de minha alma o subalterno desejo de justiça que
ainda me perturba, o mesquinho assomo de protesto que
sobe do coração quando me ferem.
Não me doa a incompreensão, nem me entristeça o
olvido dos que ensinei.
Dá-me que eu seja mais mãe do que as mães, para saber
amar e defender como as mães o que não é carne da minha carne.
Dá que eu alcance fazer de uma das minhas discípulas o meu
verso perfeito e deixar gravada na sua alma a minha mais
penetrante melodia que assim ainda há de cantar quando
meus lábios não cantarem mais.Torna-me possível o Teu
Evangelho nos tempos que correm para que eu não renuncie
à batalha de cada dia e de cada hora, em prol do teu ensinamento.
Põe na minha escola democrática o esplendor que aureolava
o teu bando de meninos descalços.
Faze-me forte no desvalimento de mulher, e de mulher pobre:
faze-me que despreze todo poder que não seja puro: toda pressão
que não seja a tua vontade ardente sobre a minha vida.
Amigo, acompanha-me! Ampara-me!
Muitas vezes só terei a Ti a meu lado.
Quando a minha doutrina for mais casta ,e mais queimante a minha
verdade, ficarei abandonada dos homens, mas Tu me apertarás,então
contra o teu coração- ele que foi feito de soledade e desamparo.
E não buscarei mais do que a doçura das aprovações do Teu olhar.
Dá-me sensibilidade e dá-me profundeza; livra-me de ser confusa e
banal no meu ensino quotidiano.
Dá-me que eu possa levantar os olhos do meu peito ferido,
ao entrar cada dia na minha escola.
Que eu não leve à mesa de trabalho os meus pequenos desalentos
materiais, as minhas mesquinhas dores de cada hora.
Torna-me leve a palavra no castigo e suavíssima nas carícias:
repreenda sofrendo,para que saiba que corrigi amando.
Faze-me que seja de espírito a minha escola de ladrilhos.
Envolve na chama do meu entusiasmo o seu átrio poder, a sua sala nua.
O meu coração lhe seja coluna e a minha boa vontade mais ouro que as
colunas e o ouro das escolas ricas.
E enfim, ensina-me com a polidez da tela de Velasquez,
QUE ENSINAR É AMAR INTENSAMENTE SOBRE A TERRA!
É CHEGAR AO ÚLTIMO DIA COM A LANÇADA DE LONGINO
NO FLANCO ARDENTE DO AMOR

Gabriela Mistral

domingo, 18 de setembro de 2011

O PHS a que eu estive filiada desde 2007, desapareceu com a alteração de seu estatuto.

Deixei o partido político que me deu muitas alegrias.
Com Phellipe Guédon descobri a Doutrina Social Cristã e a esperança de ajudar a construir um mundo melhor, através da política.
Da minha vivência no PHS levo uma rica aprendizagem sobre Humanismo e Solidarismo, o respeito e admiração por um intelectual de 1a. grandeza , um homem digno e respeitável que não só criou o PHS mas que sempre soube conduzí-lo, por anos a fio, com dedicação e respeito a
princípios éticos e morais.
Com a mudança do seu estatuto original o PHS perdeu suas características originais , Guédon foi alijado da condução do partido- O PHS como instrumento de transformação social deixou de existir.
Num primeiro momento pensei em me afastar da política. Mas, outras pessoas sofriam da mesma decepção e resolvemos resgatar o sonho perdido. Criamos o PHD - Partido Humanista Democrático, para perseguir os ideais partidários nos quais acreditamos.
Assim de hoje em diante estarei divulgando neste blog notícias sobre essa nova instituição partidária, que tem como presidente O Dr. Oscar Silva.

O IDEAL POLÍTICO FRUSTRADO ORIGINOU UM NOVO PARTIDO- O PHD

O Partido Humanista Democrático, nasce de uma profunda reflexão sobre as todas as instâncias do Poder e da certeza que este não é o país que os brasileiros desejam.

Sob a inspiração da doutrina social cristã, o PHD tem como prioridade promover a dignidade da pessoa humana e entende a Política como atividade essencialmente ética, como um instrumento permanente de luta pelo Bem Comum. O PHD busca a formação de estruturas de poder e de governo livres e democráticas. Respeitando o pluralismo, os direitos e deveres participativos do homem.

Um partido que combaterá as injustiças e as desigualdades sociais e que quer acima de tudo servir ao cidadão.

O PHD é um partido de objetivos claros:

. Resgatar a ética e a transparência na política.

. Disseminar a crença de que é possível superar o atual caos moral da política brasileira.

. Combater a malversação do dinheiro público, porque a corrupção provoca a negação da cidadania pela falta de escolas para a população, diminui a oferta de empregos, promove o colapso da saúde, a miséria e a indignidade.

. Desenvolver a participação ativa da sociedade pela prática de controle externo das ações políticas.

. Trabalhar com respeito ao pluralismo de idéias.

. Defender a postura de que somos cidadãos de um Estado laico e democrático.

. fortalecer a atuação das mulheres no partido, com participação nas tomadas de decisões, enfrentando desafios, gerando mudanças e buscando espaços de poder.

. Assegurar a máxima participação dos jovens na vida partidária e em ações no campo da política.

. Agir para que se viabilizem as reformas tributária e eleitoral.

. Apoiar o Cooperativismo

. Implantar no sistema educacional uma escola participativa, livre e eficiente .

. Assegurar padrões suficientes de saúde à toda população.

. Proteger o meio ambiente e o patrimônio natural.

. Defender o exercício dos direitos das minorias étnicas, sociais e religiosas. Assegurando aos índios proteção e respeito a seus direitos e tradições.

. Garantir aos idosos dignidade.

Nós que iniciamos a construção deste novo no partido, estamos confiantes no seu crescimento. Não esperamos resultados imediatos, sabemos da importância de compartilharmos nosso sonho com pessoas que valorizem os mesmos princípios que nós, principalmente, que acreditem na formação política continuada como instrumento essencial na formação da unidade partidária. Temos conseguido passar credibilidade aos recém chegados ao partido e assim o PHD vem crescendo em cima da verdade, da transparência e de um envolvimento real com os ideais humanistas.

Vera Britto


terça-feira, 12 de abril de 2011

PHS: Qualquer Semelhança é Mera Coincidência?

Isso não é brincadeira!

Certa vez consultei um amigo psiquiatra no sentido de tentar entender como pessoas aparentemente normais no trato pessoal podiam manifestar atitudes tão sectárias a ponto de serem classificadas como imbecis no sentido médico da palavra.

O eminente médico me explicou que a psiquiatria descrevia a existência de uma síndrome manifestada por pessoas alçadas a um cargo de poder acima de suas capacidades. Naquela situação elas manifestavam um conjunto de sintomas tais como messianismo, prepotência, infantilidade, dissociação da realidade, arroubos de humor, desprezo pelos subordinados, perda do senso crítico etc configurando a chamada "Síndrome da Imbecilidade Desarmônica". O nome não tem nada a ver com música. O termo "desarmônico" significa apenas alguma situação que não se encaixa, que destoa do contexto ambiental e excede as capacidades do paciente.

Mas me deu também uma boa notícia: a Síndrome da Imbecilidade Desarmônica tem cura!

Basta retirar o paciente da situação desencadeante dos sintomas. Ou seja, eliminar a situação do cargo de poder em que ele se encontra. O sintomas costumam desaparecer rapidamente.

Via Facebook de Bernardo Bessler.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CARTA DO PHS AOS FILIADOS: O SILÊNCIO É DE OURO.

Estava na UFRJ, resolvi num intervalo de aula abrir minha caixa de email. Lá estava a carta que me fora enviada pela Secretaria Geral do PHS, assinada pelo presidente e pelo secretário geral do partido, o assunto: A Tragédia de Realengo.
Tinha a meu lado minha amiga Sylvia, jornalista e cientista política .
Li a carta e a seguir pedi à Sylvia que a lesse também.
Sua reação, num primeiro momento, foi de indignação pelo oportunismo ali expresso, referiu-se a superficialidade da abordagem, a bajulação explícita à presidente Dilma e aos graves e clássicos sintomas de intolerância presentes na tragédia de Realengo.
Fiquei refletindo sobre a intolerância, sobre a nossa incapacidade de suportar a diferença, que nos impede de viver em paz com o outro. A resistência à diferença, o horror a ela, sempre foi causa ou pretexto de todos os genocídios da história da humanidade.
Meio sem jeito, expliquei-lhe a atual crise partidária. A traição à Phellipe Guédon e a destruição de seu trabalho de tantos anos. E que era a sua voz que guiava com propriedade o PHS, espelhando uma brilhante inteligência alicerçada em sólida cultura.
E hoje, sem o pensar correto de Guédon: O SILÊNCIO É O QUE SE ESPERA.
Há momentos em que o tempo, o espaço e todo o resto deixa de importar, pois , vive-se a sensação de que não há saída. A morte é por si só suficientemente absurda, principalmente, quando se expressa com contornos de crueldade, como na tragédia de Realengo. Aí, ela se impôs de maneira extremamente brutal e inexplicada e a reação é de perplexidade. Mas no afã de um oportunismo inaceitável, o autor da carta evocou uma tentativa rasteira e apressada de explicar o fato. Imiscuiu-se no ritual perverso de purificação coletiva, onde ao lado do horror genuíno, sincero e justificadíssimo de ver crianças feridas e mortas, contrapõe-se o rito sumário de desculpa a todos os males, menores ou maiores, gravíssimos( embora não tão evidentes) males de todas as ordens, vidas destruídas, assassínios psíquicos, grupos humanos desrespeitados em seus direitos por motivos torpes, envenenamentos provocados por substâncias ou palavras, despejos químicos ou morais, campanhas de ilusão coletiva, atos racistas, fascistas sexistas, etc
Tudo isso é parte de uma corrente que nunca cessa e que se apresenta em renováveis figuras e ações.
O foco hoje é o massacre, mas este ato extremo é parte de tudo que ocorre neste país.
A morte das crianças em Realengo, é parte de um todo, como outras matanças contra crianças em escola, contra crianças de rua, contra adultos indefesos, contra minorias, contra dissidentes, contra pobres, contra almas nobres.
Caberia nas mal traçadas letras da tal carta reflexões sobre como somos, como nos educamos, como vivemos, o que consumimos, como construímos nosso universo pessoal e afetamos o futuro dos outros, e se temos alguma chance , ainda, de nos enxergarmos como seres viáveis no mundo.
O nosso país ocupa a 7a. posição entre as potências econômicas mundiais, mas convivemos com total naturalidade com a tragédia social ao redor.
Estamos à frente de todos os países do mundo, menos seis deles, no valor da nossa produção, mas não nos preocupamos por estarmos, em 88º. lugar em Educação.
Somos o sétimo no valor do PIB, mas ignoramos que somos o 55º. país no valor de renda per capita, fazendo com que sejamos uma potência habitada por pobre
Segundo o Banco Mundial, somos o 8º. país do mundo em termos de concentração de renda, melhor apenas que a Guatemala, Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia.
Somos a 7ª. economia do mundo, mas de acordo com a Transparência Internacional estamos em 69º. NA ORDEM DOS PAÍSES COM ÉTICA NA POLÍTICA POR CAUSA DA CORRUPÇÃO. A NOTA IDEAL É 10, O BRASIL TEM NOTA 3,7.
Somos a 7ª. potência em produção, mas há décadas exportamos quase o mesmo tipo de bens e continuamos a importar os produtos modernos de ciência e tecnologia. Somos um dos maiores produtores de automóveis e uma das maiores populações de flanelinhas fora da escola.
Relatório da UNESCO mostra que a maioria dos adultos analfabetos vivem em 10 países, o Brasil é um deles.
Somos a 7ª. potência econômica, mas a permanência de nossas crianças na escola, está entre as piores do mundo. Além de que temos a maior desigualdade na formação de cada pessoa.
Somos a 7ª. potência, mas temos doenças como a dengue, a malária, o mal de Chagas e Leishimaniose.
Temos 22% da nossa populaçãosem água encanada e mais da metade sem serviço de saneamento. Segundo o IBGE, 43% dos domicílios brasileiros, 25% não são considerados adequados para moradia; não têm abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo.
Esse contraste entre uma das economias mais ricas do mundo e um mundo social entre os mais pobres só se explica porque nosso projeto de nação é sem lógica, sem previsão e sem ética.
( dados divulgados pelo Senador Cristóvão Buarque no jornal O GLOBO).



sábado, 26 de março de 2011

Mais uma 6a.f de reflexão em Petrópolis

Ontem dia 25 de março de 2011, realizou-se a 7a. sexta de reflexão em Petrópolis, sob a batuta de Phellipe Guédon, nosso incansável mestre, que com sua sabedoria, invejável paciência e tenacidade, se empenhou por anos a fio a nos conduzir por sendas seguras da boa política.
Clareza e coerência marcaram a exposição de todos os assuntos da pauta, que foi muito rica. O tema reforma política, contou com o experiente consultor político Sergio Boechat, que também explicou, detalhamente, seu projeto piloto de pesquisa eleitoral.
Phellipe Guédon abordou o histórico do pensamento social cristão e com muita habilidade, sem dirigir sua fala a nenhum dos presentes, escancarou a pequinês de alma dos que optaram, por negar os princípios básicos do Solidarismo Cristão, para aderirem à uma filosofia maquiavélica. Assim quedaram separados o JOIO e o TRIGO.
Phellipe Guédon sempre foi o meu referencial no partido. Seu pensamento encontrou terreno fértil em minha mente e no meu coração.
Ontem, Guédon mostrou que um partido político tem que escolher desde seus primórdios, entre dois caminhos: o do Poder a qualquer preço, da ganância, do interesse pessoal, da centralização de decisões, da falta de valores cristãos fundamentais e o outro que privilegia a Fraternidade, a Igualdade, o Bem Comum, a Ética e a Participação.
A Convenção de São Luiz virou as costas, definitivamente, ao esforço de Guedon para manter o partido numa conduta de respeito aos seus princípios basilares. Venceu a ignorância, a mediocridade, a ambição desmedida, a corrupção etc, etc.
Eu e muitos outros filiados de todo o Brasil, continuararemos na trilha das premissas filosóficas de Guédon, provavelmente, não mais neste PHS que aí está, pois não atende às nossas aspirações.
Encerro fazendo minhas as palavras de Don Juan, o sábio mágico peruano.
E assim vos digo:
"qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum- para si mesmo e para os outros- abandoná-lo quando assim ordena o seu coração- Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o quantas vezes julgar necessário. Então faça a si mesmo , apenas a si mesmo uma pergunta: Tem este caminho um coração? em caso afirmativo, o caminho é bom- caso contrário, esse caminho não tem importância alguma".

Vera Britto

domingo, 20 de março de 2011

A VIA SOLIDARISTA

Leiam:

A VIA SOLIDARISTA

por Giovani Miguez

Por inspiração de recentes e-mails trocados com Phelipe Guédon, fundador do PHS, acabo de ter acesso a um excelente texto sobre o "solidarismo como antítese do Horror Econômico Brasileiro" ( clique para ler o texto na íntegra). Trata-se belo ensaio assinado pelo ex-senador catarinense Esperidião Aminpublicado na Revista Adusp em Dezembro de 1997.

Amin comenta o livro de Viviane Forrester intitulado "O Horror Econômico" (imagem). Publicação esta que desde já entrará na minhas metas de leitura para 2011 juntamente com "Solidarismo: mais do que nunca atual". Este do próprio Amin.

O texto chama a atenção para a necessidade de mais humanidade nas decisões políticas nacionais. O ex-senador fazendo coro à ensaista francesa e clama por uma "economia humana".

Um trecho do ensaio do ex-senador merece reprodução na íntegra:

"Muitos especialistas atuais de foilosofia social sustentam que o contrato social a nascer da modernidade não poderá fundar-se somente no princípio da liberdade e da igualdade - contrato social entre seres humanos livres e iguais -, mas deverá introduzir também o terceiro princípio da Revolução Francesa: a fraternidade/solidariedade. Com esse terceiro princípio fica assumida a inevitável assimetria da condição humana, assimetria que provoca e exige uma resposta de solidariedade que consiste, basicamente, em tratar desiguais por carência de maneira desigual por preferência" (grifo meu).

Confesso que, por diferenciar-se profundamente do determinismo histórico e do materialismo dialético ao mesmo tempo que mantém distanciamento do neoliberlismo, a doutrina do Solidarismo parece-se uma via bastante interessante para ser objeto de estudos e reflexões futuras. Uma certa "terceira via", penso.

Dedicarei algumas linhas, de agora em diante, para esmiuçar mais sobre o tema na tentativa de compreendê-lo melhor e dividi-lo com os leitores aqui do blog.

Não deixem de ler este ensaio sobre "Solidarismo".

Boa leitura!

* Publicado originalmente no Blog do Giovani Miguez

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Companheiros do PHS



"PECAR PELO SILÊNCIO, QUANDO SE DEVE PROTESTAR,

TRANSFORMA HOMENS EM COVARDES".


Abraham Lincoln

domingo, 30 de janeiro de 2011

Carta de Volta Redonda

Enquanto o PHS passa por uma crise, sob a liderança de Sérgio Boechat e Giovani Miguez, o partido em Volta Redonda segue sua luta para posicionar-se como alternativa política em 2012.

Leiam trecho da "Carta de Volta Redonda" - um posicionamento oficial do partido sobre a sucessão do altual prefeito:

"O PHS – Partido Humanista da Solidariedade – está passando por profundas mudanças na Cidade do Aço. Mudando para melhor! Queremos construir um Partido diferente e não ser apenas mais um no contexto político da cidade. Queremos um Partido inserido na comunidade, que funcione 365 dias por ano, que dê ênfase à formação política dos seus militantes e ao comprometimento com o Programa e com o Estatuto do Partido. Não buscamos quantidade, mas qualidade e por isso mesmo buscamos quem tenha uma história de vida irretocável para se juntar a nós nesta missão. O PHS está repensando Volta Redonda, conversando com representantes de todos os segmentos sociais e com base nestes contatos, formulando as suas propostas para serem discutidas com os sindicatos, com os movimentos sociais, com as Igrejas, com as Associações de Moradores, com os empresários, com os estudantes, com lideranças comunitárias, com os comerciantes, com os meios de comunicação e com outras instituições e outros Partidos que compartilhem conosco as mesmas preocupações..." 

CRISE NO PHS - CARTA DE PHELIPE GUEDON

Petrópolis, 29 de janeiro de 2.011

Prezado Companheiro, prezada Companheira,

Peço permissão para terminar a análise do Estatuto votado em São Luís do Maranhão há uma semana, e que chamarei aqui de Estatuto do “PHS de SL”, para não cair na tentação de chamá-lo de Estatuto da Vergonha.
Penso já ter ficado clara a mecânica do que ocorreu em São Luís em matéria de Estatuto:

1 – o Presidente pediu ao Consultor Jurídico que fizesse uma releitura jurídica do Estatuto, redigido, em sua quase totalidade por pessoas sem maior cultura na área;

2 – O Presidente anunciou que pediria a inclusão de uma ou duas pequenas alterações adicionais, como o fim da proibição de acúmulo de cargos em Executivas Regionais e Municipais e a Nacional;

3 – O rascunho do projeto não foi mostrado a ninguém, por determinação de pessoa incerta e não-sabida. Eu fui um dos que pediu e não viu, e sei que minha filha Sílvia foi outra que solicitou por mensagem escrita e viu negada a sua justa pretensão de membro da CEN;

4 – Em plena Convenção, o Presidente colocou o tema da revisão estatutária em pauta, reconheceu que ninguém tivera o ensejo de avistar o projeto, nem de perto nem de longe, e acrescentou que ele mesmo só recebera o documento na véspera à noite e o desconhecia como todos os demais presentes. O que era um inédito caso de escolha entre a mais absoluta irresponsabilidade, ou o mais refinado dos estratagemas. Respeito demais a inteligência alheia para não descartar a irresponsabilidade: tratava-se de caso pensado, e de texto de pleno conhecimento do Presidente;

5 – Caso assim não fosse, e verificado, logo nas primeiras linhas quando se tentou amputar a subsidiariedade dos princípios básicos e irremovíveis, que não se tratava de mera revisão de conceitos jurídicos, mas de troca do miolo todo do Partido, o Presidente teria usado do microfone para dizer: “Vamos parar, não é por aí, desculpem. Divulgarei o texto nos sites e no Informativo e voltaremos ao assunto na próxima Convenção. Peço desculpas pelo equívoco que alguém cometeu, desviando da intenção que anunciei e entrando por áreas que não são da competência do mais capaz dos Consultores Jurídicos”. Mas o Presidente calou, não se surpreendeu e seguiu em frente.

6 – Sem nenhuma reflexão prévia por parte dos Convencionais, sem sequer a realização da tradicional CEN da véspera ou da manhã, e deixando ao léu 103.000 pessoas que entraram num Partido e foram tocados para outro sem desconfiarem do feio ato, em menos de três horas o PHS virara PHS de SL. Quem devia estar no segredo, pois ficou na sua, os que foram pegos de surpresa não acreditaram no que ouviam e viam, ofuscados pela imagem de um Presidente até então digno de absoluto respeito. E muito obrigado a todos, les jeux sont faits, rien ne va plus.

7 – Na segunda feira, 24, depois do almoço, recebi a ata alinhavada por e-mail, com o pedido do presidente para dar uma revisão. Antes de “rolada” a primeira página, o meu mundo partidário havia sido modificado de alto a baixo, não pela primeira vez, mas com uma brutalidade e uma desfaçatez inéditas. O que eu tinha que dizer, com a educação de que soube usar, escrevi-o ao Presidente e ao Consultor Jurídico. Sem reação, no dia seguinte de madrugada, completei o raciocínio. Recebi um e-mail do Presidente, que deixava de lado o imenso alho universal da bomba H que ele acabara de detonar, para me falar de um bugalinho periférico e sem qualquer importância.

8 – Diante do jogo jogado, era a minha obrigação de quase-octogenário, gringo assumido e possivelmente em pleno processo de senilidade, ir à luta (reconheço logo as minhas “fraquezas” para poupar trabalho às boas almas que acabam de descobrir que sou maír e que sou idoso, e que me acusam desses dois feios defeitos. E em particular ao Sr. Presidente do Conselho Nacional de Ética que faz questão de inviabilizar-se como Presidente e como Conselheiro, pois declara, antes que alguém lhe submeta a questão, quem ele entende estar com a razão, por mero acaso o seu provedor de facilidades... Que varada n’água! Perdemos um membro operoso do Conselho Nacional de Ética, impedido doravante sempre que a questão tratar de assuntos nacionais do PHS...). Olhem para seus avôs e me digam se muitos estão ansiosos para saírem de seus cuidados para fazerem campanha antecipada por um (ou uma, como consta das peças distribuídas) candidato à Presidência do Partido. Se lhes diverte xingar e maldizer as minorias, a mim não incomoda; o que me incomoda, é o estupro cometido sobre nosso indefeso Estatuto, em São Luís do Maranhão.

9 – A seguir, vou lhes detalhar de que se tratava na “revisão jurídica com uma ou duas pequenas alterações”, que o Presidente impôs a um Partido mantido alheio ao assunto, e para Convencionais de exceção, eis que estávamos em meio a 27 intervenções regionais, os deputados federais estavam em fim de mandato e foram mantidos alijados (só um compareceu, mas nenhum fez objeto das benesses seletivas), a cidade-sede era convenientemente de difícil e caro acesso para os sem-prestígio, e foi vedado o prévio conhecimento da mudança radical de Estatuto a todos e todas, salvo o seletíssimo (sob o critério do número) grupo que conduzia a espertíssima (sou isento, não?) manobra, baseada no torpor dos confiantes.

Clique no link e leias os comentários de Guedon sobre a Reforma do Estatuto...