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Como caminhante não tenho uma estrada acabada para trilhar e, assim, diante de cada nova opção que a vida dispõe à minha frente, vou dando passos e construindo um novo caminho.
Foi desta forma que cheguei a algo muito novo, a metodologia do Quarto Bottom Line, que revolucionará a comunicação, as políticas públicas e as redes sociais, promovendo uma real sustentabilidade. Seu criador é Evandro Ouriques, emérito professor da UFRJ.
Considero estar vivendo uma oportunidade única de aprendizagem e crescimento, em meio a jornalistas, comunicadores, marketeiros, líderes de movimentos sociais, advogados, professores, artistas, uma diversidade profissional que só enriquece a todos.
O que estes profissionais têm em comum? São formadores de opinião, comprometidos com a democracia, com a transformação social, com a mudança dos atuais padrões mentais: uma saída para a crise de estranhamento que vivemos atualmente.
Tenho tido experiências das mais enriquecedoras. Entre elas, a oportunidade de uma vivência democrática, com debates marcados pelo respeito à opinião de todos, mesmo em se tratando de opiniões divergentes.
É muito gratificante poder lidar com a transparência na política. É algo muito novo para mim esse contato tão estreito com lideranças inquestionáveis das diferentes correntes do pensamento político partidário. É a boa política vivificando a alma de todos nós, alunos do Curso de Jornalismo em Políticas Públicas e Sociais - JPPS. Vejo um show de democracia.
Isto vem me estimulando de tal forma que estou podendo pensar política, para além da decepção das coligações dissociadas dos princípios partidários.
Por um lado, é o sistema eleitoral brasileiro que me mobiliza: o voto proporcional personalizado, a valorização da carreira individual do político, a candidatura não como defesa de propósitos, mas um galgar exclusivo de poder, e a relação de tudo isso com a existência da corrupção. A reprodução de mandatos com a compra indireta de votos (os centros assistenciais). A falta da discussão de propostas, o problema da governabilidade. Por outro, a surpresa do monólogo : como mudar a cultura predominante na política brasileira? Como e o que mudar no sistema eleitoral para transformar a política brasileira?E a lista fechada? Que nova maneira de fazer política devemos buscar? Como a Educação pode transformar a política brasileira? Que trabalho podemos fazer na formação das novas gerações moldando uma nova mentalidade?
Busco nesse grande emaranhado de pensamentos e questionamentos, as respostas que mantenham acesas as chamas de um desejo de caminhar sempre envolvida por novos desafios. O maior agora é poder revestir esses desafios pela consciência de que tudo há que estar respaldado na sustentabilidade, na forma inovadora da metodologia do Quarto Bottom Line.
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