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sábado, 31 de julho de 2010

O Choque de Ordem do Prefeito Eduardo Paes em Ipanema

O Prefeito Eduardo Paes enviou representantes à XI Conferência das Mulheres da AL e do Caribe, mas ao que parece não tomou conhecimento, ou não se sensibilizou com a realidade das mulheres latino americanas, entre elas as mulheres brasileiras.

Aqui em Ipanema, fatos deploráveis que vêm ocorrendo contra mulheres idosas que sob sol e chuva procuram vender aquilo que fabricam, para ganhar os trocados que permitirão alimentar seus netos, no subúrbio distante onde vivem. A Rua Visconde de Pirajá é onde age o esquadrão da violência da prefeitura de Eduardo Paes.
Prefeito essas mulheres que estão sendo perseguidas, não têm aposentadoria, não têm pensão e nem mesmo o bolsa família.

São mulheres que carregam sacolas pesadas, com seus trabalhos manuais. São panos de pratos, peças de tricô e crochê, bijouterias, enfeites de cabeça, etc . Elas sofrem de obesidade, dores de coluna, artroses, varizes e até problemas cardiovasculares.

Essas mulheres estão apenas enfrentando a pobreza, com práticas de sobrevivência e de sustentação da vida.

Essas mulheres têm dupla jornada de trabalho, o trabalho doméstico não remunerado se constitui numa carga para elas e na prática é um imposto invisível que impede seu acesso ao mercado de trabalho. Não há uma proteção social para essas mulheres, elas são vítimas de violência e não têm acesso à serviços públicos de qualidade em educação e saúde.

A comunidade de Ipanema não vai tolerar os abusos dos agentes de fiscalização da prefeitura que perseguem, agridem, desrespeitam mulheres idosas .

Agindo como verdadeiros salteadores.

Vou narrar dois fatos que ilustram bem o comportamento dos representantes do prefeito Eduardo Paes e que sob o pretexto de cumprirem o polêmico "choque de ordem", se deslocam sorrateiramente, por trás de árvores e bancas de jornais, para derepente, avançarem pelas costas das senhoras e arrancar-lhes com brutalidade tudo que as mesmas tenham em seu poder.

Na 4af., dia 28 de julho, eu presenciei este tipo de ação. Os agentes , em bando, sem qualquer identificação e sem viatura, vieram por trás de uma senhora em frente ao no. 180 da Rua Visconde de Pirajá e com truculência quase a derrubaram na calçada.

Hoje dia 31 de julho, à tarde pude presenciar cena de igual violência.

Prefeito Eduardo Paes receba o nosso repúdio e a nossa revolta por agir de forma tão desrespeitosa com os moradores dessa cidade:

Que choque de ordem é esse que arrenda(?) nossas praças a intermediários a taxas insignificantes para montarem feiras e locarem espaços à R$ 50,00 por dia. E quem são esses intermediários que estão se locupletando com o uso indevido dos espaços públicos? Quem vem fazendo esses acordos espúrios e danosos à nossa cidade?

O Largo do Machado é um bom exemplo desta prática ilegal. Começou com este tipo de atividade nos finais de semana, agora são todos os dias. os pipoqueiros, os sorveteiros que estão na praça a anos, são proibidos de continuarem vendendo seus produtos pelos donos da feira?

O MP precisa saber disso e eu vou informar.

A Pça São Salvador ( Laranjeiras) era um lugar onde se ia curtir uma boa música, agora lá tem outra feira constituída da mesma forma que a do Largo do Machado.

Aos domingos, com a conivência da prefeitura, forma-se um feira na Visconde de Pirajá. Até às 17h é considerada irregular, mas por acordo tácito, a partir das 17h pode funcionar sem que qualquer fiscalização se faça presente. Lá se vende de tudo , é especializada em produtos contrabandeados como relógios, óculos e bolsas importados. E não venha me dizer prefeito que o senhor não sabe que isso acontece. O seu choque de ordem parece que é só contra um pequeno grupo de mulheres que lutam pela sobrevivência.

Outro absurdo, que não é coibido é a feira de xepas na esquina de Visconde de Pirajá com a pça General Osório, terça à noite, que deixa a calçada cheia de lixo. Tabuleiros enormes com restos de produtos da feira que ocorre durante o dia na praça General Osório, ocupam a calçada de esquina da Visconde de Pirajá com Teixeira de Mello.

Prefeito estamos atentos e se não cessar esta ação descabida e violenta contra essas pobres mulheres idosas e tão sacrificadas, pode estar certo que uma grande rede estará em ação para defendê-las da sua insensibilidade.

VeraBritto

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A NOVA CLASSE C: Eleitores tendem a ser menos vulneráveis à manipulação

Que surpresas nos aguardam nas próximas eleições?


A democracia cresce com a pratica.
A vivência democrática predispõe a um processo de amadurecimento dos eleitores.
O Brasil vive um longo período democrático.
Será que este somatório trará mudanças significativas nas próximas eleições?
Acredito que si.
Principalmente, se considerarmos que muitos brasileiros tiveram uma ascensão social, passando a constituir a nova classe C( ex-pobres), que devem cobrar mais pelos seus votos e que tendem a ser menos vulneráveis à manipulação eleitoral, pois, a saída da condição de miserabilidade, lhes dá maiores horizontes.
O aumento da renda dos trabalhadores brasileiros associada aos efeitos de longo prazo de um aumento da escolaridade, foi aos poucos consolidando o crescimento de uma consciência eleitoral que se contrapõe ao oportunismo presente no período eleitoral.
Portanto, os candidatos a cargos eletivos no Brasil, estarão diante de eleitores com preocupações diferentes na hora de votar.
Dá para pensar que o ex-pobre, antes um eleitor que trocava o voto por um prato de comida nas eleições, estará com preocupações menos imediatas como : questões de segurança pública, invasões de terras, educação e saúde e até mesmo a preservação de seu pequeno patrimônio.
Demonstrará ainda um maior conservadorismo ao analisar as propostas dos candidatos.
Assim, aos meus amigos e candidatos PHS, quero dizer:
Observe que o seu discurso, seja capaz de sensibilizar esses novos eleitores, que se constituem em 50% do eleitorado e também às mulheres, que ainda estão definindo o seu voto.
Que suas propostas sejam orientadas pelos princípios do seu partido, um partido identificado com esta massa de eleitores a partir de um pensamento humanista e solidarista e de respeito ao bem comum.
VeraBritto

terça-feira, 27 de julho de 2010

O PHS EM REDE

Nunca antes, a sociedade viveu um processo de evolução cultural como este: estamos em rede, num movimento que tende a se intensificar nos próximos anos.
Nesta nova era do conhecimento e da sociedade em rede, o Brasil por seus traços culturais de sociabilidade tende a ocupar uma situação privilegiada, que nos predispõe a uma rápida adoção das tecnologias de informação e comunicação.
Toda mudança traz, intrinsicamente, uma certa ansiedade: Como se adaptar às mudanças tão rápidas, não mecânicas e sem um controle hierárquico? Como lidar com a dissipação dos limites entre o mundo on-line e off-line como espaço de experiência?
O IPHS, na pessoa de Phellipe Guédon, considerando tais questionamentos, vem promover a interação entre indíviduos diversos e fisicamente distantes, pertencentes à mesma organização partidária: no dia 06/08/2010, um grupo de trabalho estará reunido em Petrópolis, para implementar o funcionamento do partido em rede.
O PHS, não terá um comportamento retardatário na compreensão e adoção de novas tecnologias e conceitos de comunicação. Promove a sua inclusão agora, no novo entrelaçamento sócio-cultural contemporâneo.
A coerância que marca a conduta de Phellipe Guedon, se espelha na iniciativa de um novo passo, em direção à esperança de uma sociedade mais integrada e horizontal.
Cabe agora a nós atores convidados, estarmos conscientes de que a rede é um meio e não um fim em si mesma e que portanto, a valorização da rede PHS estará na dependência da participação efetiva, construtiva e inovadora dos que a compõem.
Este é o momento propício, para transformarmos o partido, numa grande rede de indivíduos que interagem além dos limites dos canais tradicionais de comunicação.
O IPHS está numa prioridade estratégica de gestão. Acreditamos que uma nova história de relacionamentos mais horizontais e auto-organizados está começando na comunicação informal de nossa vida partidária.
Parabéns mestre Guédon, o seu exemplo nos dignifica.
verabritto

sábado, 24 de julho de 2010

A LEI DA TRANSPARÊNCIA - Lei 131 de maio de 2009.

Terminou ontem o prazo para que a União, Estados e 273 Municípios com mais de 100 mil habitantes publicassem na Internet, informações detalhadas sobre quanto arrecadou e como gastou o dinheiro dos contribuintes.

Depende de você, de sua participação fazer funcionar um eficiente mecanismo para abrir as caixas pretas da gestão pública no Brasil:

Você está interessado em conhecer e contribuir para o aprimoramento do dispêndio público?

Vamos aprofundar a transparência na vida pública brasileira. A Lei da Transparência, está em vigor, ela traz ao cidadão a possibilidade de controle social dos gastos públicos.

A transparência on line das despesas, como prevê a lei, vai ajudar a identificar os fichas sujas da administração pública.

A Lei Complementar 131, acrescentou dispositivos à Lei de Responsabilidade Fiscal e estabeleceu o período de um ano, como prazo para que os Estados e Municípios com mais de 100 mil habitantes se adaptassem à nova lei , a partir da publicação sancionada em maio de 2009.

Estamos com a faca e o queijo nas mãos, vamos cuidar do que é nosso.

Vamos bem exercer a nossa Cidadania: Todos juntos, a partir de hoje, como nos faculta a lei, estaremos controlando on line os gastos públicos.

Vamos deixar este legado às futuras gerações! Não basta ter a lei, a sociedade deve agilizar a sua plena aplicação.

CANSAMOS DE TANTA IMPROBIDADE!


Vera Britto

quinta-feira, 22 de julho de 2010

É importante votar. Valorize o seu voto!

Esta é a época em que os candidatos estão nas ruas nos cumprimentando com um sorriso simpático.

O encontro em geral, termina com um tapinha nas costas e um santinho nas mãos.



Mas é a época também, de estarmos atentos aos candidatos que estão pedindo o nosso voto.



É preciso dizer não ao político que foi eleito e que descumpriu a sua promessa e sim àquele que cumpriu seu pleito ou o que traz novas idéias, viáveis, para ser um digno representante da sociedade.



É acompanhando os diversos debates que acontecem entre os candidatos, é pesquisando a vida pregressa dos candidatos, que se poderá eleger um Ficha Limpa de verdade e fazer valer uma grande conquista da sociedade civil, a lei da Ficha Limpa.



Para ganhar o meu voto o candidato vai passar por um crivo. Primeiramente, vou estar presente em algumas reuniões políticas, em que ele se apresente como candidato.

Vou usar a minha intuição, a minha melhor observação para perceber quem é a pessoa humana que está diante de mim e para que quer o meu voto:

Ele tem identidade?

Quais são as suas propostas?

Apresenta um currículo honrável?

Conhece as atribuições do cargo que se propõe a ocupar?

Que linguagem usa e que conteúdo emocional trazem as palavras do seu discurso? Elas edificam ou destroem?

Olho no olho, o quanto de verdade, de autenticidade e de sinceridade posso perceber naquele que agora pede o meu voto?



É importante participar? Votar? É sim!

Vou participar não só votando certo, mas conscientizando parentes, amigos e vizinhos para votar certo, pois, a democracia depende de cada um de nós, para afastar os políticos corruptos e mentirosos que teimam em não respeitar o bem-comum e em continuar a gastar o erário em causa própria.


Eu e você temos a força do voto em nossas mãos. Vamos usá-la bem para construir uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais igualitária.


Vera Britto

domingo, 18 de julho de 2010

O PHS NA XI CONFERÊNCIA REGIONAL SOBRE A MULHER DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE

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O PHS esteve presente na XI Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe. No dia 12/07 fui para Brasília, representando a Instância Mulher do Partido, e agora reproduzo neste espaço, de forma compacta, o que aconteceu nos 4 dias de evento.

A Cerimônia de abertura do evento, contou com a participação de mais de 900 pessoas, 53 países.

Na cerimônia de inauguração, discursaram a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres Nilcéa Freire; o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim; a assessora especial para questões de gênero e avanço da mulher da ONU, Rachel Mayanja e a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena..

Na continuidade do evento, a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena , lançou o documento: “Que tipo de Estado? Que tipo de igualdade?

Trata-se de um estudo inédito, produzido pela organização , que analisa o progresso da igualdade de gênero na região.

Presente a ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet discursou cobrando a maior participação do Estado na criação de uma plataforma de igualdade entre homens e mulheres. Para ela, a igualdade só acontece ancorada pela democracia e esta deve começar em casa. “Por isso o Estado não pode ser neutro, ao contrário deve estabelecer sistemas de proteção social. É necessário ter vontade política, atacar as causas e com isso reafirmar o compromisso com a democracia”.
Ainda no primeiro dia, no período da tarde, a Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres Nilcéa Freire , ao dar início do Painel de Alto Nível :”Que tipo de Estado? Para que tipo de Igualdade? Ressaltou que o documento a ser analisado durante o encontro é fruto de um trabalho conjunto de todos os países que compõem a CEPAL. E que as discussões em torno deste tema central , irão compor O Consenso de Brasília , documento que será levado para a Reunião de Chefes de Estados, que acontece em setembro.

No evento os governos dos países participantes foram representados por ministras e instituições do mais alto nível dedicadas à promoção e defesa dos direitos das mulheres.

E em Brasília, de 13 a 16 de julho de 2010, foram discutidos o tema das conquistas e desafios para alcançar a igualdade de gênero com ênfase na autonomia e no empoderamento econômico das mulheres.

Os países presentes reafirmaram seu compromisso com o cumprimento e a plena vigência dos tratados internacionais sobre a mulher e com o cumprimento e a plena vigência dos consensos regionais adotados nas anteriores conferências regionais sobre a mulher da América Latina e do Caribe e particularmente dos consensos de Quito ( 2007), México, D.F.(2004) e Lima(2000).

A região da América Latina e Caribe somou-se à campanha do Secretário –Geral da ONU “Une-te pelo fim da violência contra as mulheres”,

No encerramento da XI Conferência Regional sobre a Mulher da América latina e Caribe. Depois de alguns dias de trabalhos, as delegações chegaram a um acordo, o Consenso de Brasília . Este documento foi enriquecido com debates de temas como: empoderamento econômico das mulheres;os grupos mais vulneráveis; a fiscalidade e equidade de gênero; a construção do ISO-Quito; a cobertura universal da saúde para a mulher e o empoderamento da mulher do campo.
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O documento Consenso de Brasília assim se resume:

Tendo presente a necessidade de multiplicar os esforços necessários para alcançar efetivamente os objetivos acordados internacionalmente. Os países participantes decidiram que para enfrentar os desafios para a promoção da autonomia das mulheres e da igualdade de gênero, adotariam os seguintes acordos para a ação:

1 - Conquistar maior autonomia econômica e igualdade na esfera do trabalho.
2 - Fortalecer a cidadania das mulheres.
3 - Ampliar a participação das mulheres nos processos de tomada de decisões e nas esferas de poder.
4 - Enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres.
5 - Facilitar o acesso das mulheres às novas tecnologias e promover meios de comunicação igualitários, democráticos e não discriminatórios.
6 - Promover a saúde integral e os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.
7 - Realizar atividades de capacitação , intercâmbio e difusão que permitam a formulação de políticas públicas baseadas nos dados do Observatório de igualdade de gênero da América Latina
e do Caribe.
8 - Promover a cooperação internacional para a igualdade de gênero.
9 - Acolher com beneplácito o oferecimento do Governo da república Dominicana de
ser o anfitrião da duodécima Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe.
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domingo, 11 de julho de 2010

TODO PARTIDO POLÍTICO TEM A SUA HISTÓRIA

Para se ler, até onde pareça interessante....

Algumas são marcadas, profundamente, pela trajetória de verdadeiros visionários, que acreditam na construção de um mundo melhor, a partir de uma instituição partidária diferenciada pela valorização da pessoa humana, a preservação do bem comum e o espírito de solidariedade.

É estimulante chegar-se a um partido político, relativamente novo e conhecer as peripécias, que marcaram os primeiros passos para consolidar a sua fundação.

Muito comovente e encantador é poder se aproximar e conhecer aquele que foi capaz de materializar um sonho, perseguir um ideal , fazê-lo florescer, a partir de princípios inegociáveis e ir impregnando sua evolução de sabedoria, dedicação, tenacidade, enquanto promove a sustentabilidade de suas ações e propostas.

O mentor é a alma do partido.

Imagine um sonhador em peregrinação, mochila às costas num Brasil afora, na boa semeadura da idéia de uma instituição que seria “um pedaço de chão limpo, onde se poderia praticar a verdadeira democracia cristã”.

Uma turma pioneira sempre deverá merecer o respeito e a consideração dos que chegaram depois.

Entretanto, num partido político, nunca caberá a ninguém dormir sobre os louros, pois o trabalho a realizar exige sempre um esforço a mais, o aperfeiçoamento.

O partido é algo dinâmico, que estará sempre a demandar adaptações, pois, a sociedade muda rápido demais, exigindo a formação continuada e muito profissionalismo de seus dirigentes.

Os novos talentos, ao invés, de serem descartados, precisam ser vistos como os portadores de uma saudável renovação, detentores da força que impulsiona valores, crenças e princípios filosóficos primordiais.

Um partido político tem duas formas de crescer, de se tornar grande, poderoso para mudar a realidade.

A primeira forma e mais usual, é aquela onde se observa:

- A formação de feudos: as instâncias partidárias passam a ter donos, que administram, negligenciando a prática democrática e a valorização das bases.

- O fortalecimento das falsas lideranças que rejeitam qualquer contribuição marcada pela liberdade de pensamento, que impedem o diálogo por percebê-lo como ameaça, que transformam em bode expiatório, em elemento desagregador todo aquele que busca a reflexão e o contraponto.

- O desprezo aos princípios mais marcantes do estatuto em prol dos acordos espúrios, que acenam com um acesso meteórico ao poder.

- O afastamento dos militantes do processo decisório e a desvalorização da formação política, pelo nível de conscientização que é capaz de promover.

- A sobrevivência da mediocridade, da bajulação, dos interesses menores e da subordinação em troca de migalhas.

- Um proliferar da incompetência , da falsa auto-suficiência, das atitudes autoritárias, mesmo a custa da imagem do partido ou do trabalho de construção continuada de militantes idealistas.

A outra forma é:

- Privilegiar um funcionamento democrático, valorizando cada membro, trazendo-o a um envolvimento consciente do que representa estar filiado a um partido político, estimulando a fidelidade aos princípios partidários.

- Construir algo essencial para a transformação da sociedade, promovendo o crescimento pessoal dos seus membros e lhe dando voz.

- Crescer com observância ao estatuto. Com foco, objetivos, metas e propostas. Trabalhar com vigor naquilo que preconiza. Formatando através de cada uma de suas ações o seu futuro.

Ao se filiar a um partido político, todos nós temos aspirações, que poderão ser traduzidas por interesses concentrados ( a carreira pessoal) ou interesses difusos( a sociedade, o país , o planeta).

E os dirigentes deverão estar preparados para lidar com essa dicotomia. Isso exige visão política, liderança, uma bagagem razoável de conhecimentos, uma boa capacidade para saber ouvir e de se renovar para entender e aceitar as mudanças.

A política partidária não comporta mais amadores, dirigentes devem estar comprometidos com sua formação pessoal, com o desenvolvimento de uma crescente habilidade de articulação política, com uma boa capacidade de formar opinião, sempre apoiados numa conduta emocional equilibrada, num cabedal de conhecimentos que dê aos militantes uma orientação segura, sem esquecer da necessária estatura moral.

terça-feira, 6 de julho de 2010

E aquela dor... deixe que o vento leve...

As dores de amor suscitam muitas lágrimas...

Dói demais esperar por aquela ligação que nunca vem.
Esperar por palavras que não são ditas.
Esperar por alguém que não vai voltar mais.

Mas nada dói mais do que olhar para nós mesmos e não sorrir,
Apesar de pessoas maravilhosas que somos.
Só porque ele não ligou...

Nada dói mais do que não se amar mais
Nada dói mais do que o olhar para o seu sem esperanças.
Porque mesmo que tudo se vá, nós ainda nos pertencemos.

Então, embora a dor de não ser amada fira.
Perder o amor próprio pode destruir.
As coisas precisam mudar lentamente.

Comece sorrindo para você no espelho... isso vai refletir na alma.
Importe-se com você. Importe-se com o seu coração.
E sorria, mesmo que seja só um movimento do seu corpo.

Sorria para o vento.
Sorria para o sol.
Sorria para Deus.
Sorria para a vida.

E aquela dor.
Deixa que o vento leve...

sábado, 3 de julho de 2010

UM OLHAR SOBRE O PT

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Pura verdade!!

Como diz um sambinha gostoso: é fácil saber perder, difícil e saber ganhar.

O PT de Lula, Sarney, Collor, Calheiros, Jader, Hélio Costa, Fernando Pimentel, etc é um exemplo perfeito disso.

Segue uma bela reflexão, escrita brilhantemente por uma mulher empoderada.

É bom refletir sobre a estruturação de um Partido e o futuro do País...

O FUTURO DO PT

por Lúcia Hippólito

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos.O pai foi o movimentoo sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidadess Eclesiais de Base.

Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro,o general Golbery

do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a a oposição brasileira. .

Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT e o PT... O PT foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery. ..

Outros orgulhosos padrinhos foram oss intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes dee poder participar do crescimento e um partido puro, nascidoo na mais nobre das classes sociais, segundo eles o : proletariado.

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. . Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder,

mas denunciar os erros das elites brasileiras. .

O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava a conforme a música". Não fazia acordos, não participava dee coalizões, não gostava de alianças.Era uma gente pura,ética, que não se misturava com picaretas .

O PT entrou na juventude como muitos outros jovens : mimado, chato e brigando com o mundo adulto. .

Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras, e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim,

nossos petistas passaram a se relacionarem com empresários,

empreiteiros, banqueiros.

Tudo muito chique, conforme o figurino. .

E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade.

Ganhou a Presidência da República. Para isso, teve que e se livrar de antigos companheiros, amizadess problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos dee fé, irmãos camaradas. .

A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da maiss alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder, e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de

um grupo liderado por Plinio de Arruda Sampaio Junior. .

Em seguida, foi a vez da esquerda.A expulsão de e Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chicoo Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL. .

Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputadoo Chico Alencar, em seguida Frei Betto. .

E agora, bem mais recentemente, o senador Flavio Arns , de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica. .

Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir r do desligamento da senadora Marina Silva do partido..

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas. .

Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64. .

Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas s diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades doo Presidente da República.

Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando beneficios para os seus.

Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vão i desaparecer, porque está fortemente enraizadoo na administração pública dos estados e municipios. Aléme do governo federal, naturalmente. É o triunfo da pelegada.

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