Aqui em Ipanema, fatos deploráveis que vêm ocorrendo contra mulheres idosas que sob sol e chuva procuram vender aquilo que fabricam, para ganhar os trocados que permitirão alimentar seus netos, no subúrbio distante onde vivem. A Rua Visconde de Pirajá é onde age o esquadrão da violência da prefeitura de Eduardo Paes.
São mulheres que carregam sacolas pesadas, com seus trabalhos manuais. São panos de pratos, peças de tricô e crochê, bijouterias, enfeites de cabeça, etc . Elas sofrem de obesidade, dores de coluna, artroses, varizes e até problemas cardiovasculares.
Essas mulheres estão apenas enfrentando a pobreza, com práticas de sobrevivência e de sustentação da vida.
Essas mulheres têm dupla jornada de trabalho, o trabalho doméstico não remunerado se constitui numa carga para elas e na prática é um imposto invisível que impede seu acesso ao mercado de trabalho. Não há uma proteção social para essas mulheres, elas são vítimas de violência e não têm acesso à serviços públicos de qualidade em educação e saúde.
A comunidade de Ipanema não vai tolerar os abusos dos agentes de fiscalização da prefeitura que perseguem, agridem, desrespeitam mulheres idosas .
Agindo como verdadeiros salteadores.
Vou narrar dois fatos que ilustram bem o comportamento dos representantes do prefeito Eduardo Paes e que sob o pretexto de cumprirem o polêmico "choque de ordem", se deslocam sorrateiramente, por trás de árvores e bancas de jornais, para derepente, avançarem pelas costas das senhoras e arrancar-lhes com brutalidade tudo que as mesmas tenham em seu poder.
Na 4af., dia 28 de julho, eu presenciei este tipo de ação. Os agentes , em bando, sem qualquer identificação e sem viatura, vieram por trás de uma senhora em frente ao no. 180 da Rua Visconde de Pirajá e com truculência quase a derrubaram na calçada.
Hoje dia 31 de julho, à tarde pude presenciar cena de igual violência.
Prefeito Eduardo Paes receba o nosso repúdio e a nossa revolta por agir de forma tão desrespeitosa com os moradores dessa cidade:
Que choque de ordem é esse que arrenda(?) nossas praças a intermediários a taxas insignificantes para montarem feiras e locarem espaços à R$ 50,00 por dia. E quem são esses intermediários que estão se locupletando com o uso indevido dos espaços públicos? Quem vem fazendo esses acordos espúrios e danosos à nossa cidade?
O Largo do Machado é um bom exemplo desta prática ilegal. Começou com este tipo de atividade nos finais de semana, agora são todos os dias. os pipoqueiros, os sorveteiros que estão na praça a anos, são proibidos de continuarem vendendo seus produtos pelos donos da feira?
O MP precisa saber disso e eu vou informar.
A Pça São Salvador ( Laranjeiras) era um lugar onde se ia curtir uma boa música, agora lá tem outra feira constituída da mesma forma que a do Largo do Machado.
Aos domingos, com a conivência da prefeitura, forma-se um feira na Visconde de Pirajá. Até às 17h é considerada irregular, mas por acordo tácito, a partir das 17h pode funcionar sem que qualquer fiscalização se faça presente. Lá se vende de tudo , é especializada em produtos contrabandeados como relógios, óculos e bolsas importados. E não venha me dizer prefeito que o senhor não sabe que isso acontece. O seu choque de ordem parece que é só contra um pequeno grupo de mulheres que lutam pela sobrevivência.
Outro absurdo, que não é coibido é a feira de xepas na esquina de Visconde de Pirajá com a pça General Osório, terça à noite, que deixa a calçada cheia de lixo. Tabuleiros enormes com restos de produtos da feira que ocorre durante o dia na praça General Osório, ocupam a calçada de esquina da Visconde de Pirajá com Teixeira de Mello.
Prefeito estamos atentos e se não cessar esta ação descabida e violenta contra essas pobres mulheres idosas e tão sacrificadas, pode estar certo que uma grande rede estará em ação para defendê-las da sua insensibilidade.
VeraBritto


