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domingo, 11 de julho de 2010

TODO PARTIDO POLÍTICO TEM A SUA HISTÓRIA

Para se ler, até onde pareça interessante....

Algumas são marcadas, profundamente, pela trajetória de verdadeiros visionários, que acreditam na construção de um mundo melhor, a partir de uma instituição partidária diferenciada pela valorização da pessoa humana, a preservação do bem comum e o espírito de solidariedade.

É estimulante chegar-se a um partido político, relativamente novo e conhecer as peripécias, que marcaram os primeiros passos para consolidar a sua fundação.

Muito comovente e encantador é poder se aproximar e conhecer aquele que foi capaz de materializar um sonho, perseguir um ideal , fazê-lo florescer, a partir de princípios inegociáveis e ir impregnando sua evolução de sabedoria, dedicação, tenacidade, enquanto promove a sustentabilidade de suas ações e propostas.

O mentor é a alma do partido.

Imagine um sonhador em peregrinação, mochila às costas num Brasil afora, na boa semeadura da idéia de uma instituição que seria “um pedaço de chão limpo, onde se poderia praticar a verdadeira democracia cristã”.

Uma turma pioneira sempre deverá merecer o respeito e a consideração dos que chegaram depois.

Entretanto, num partido político, nunca caberá a ninguém dormir sobre os louros, pois o trabalho a realizar exige sempre um esforço a mais, o aperfeiçoamento.

O partido é algo dinâmico, que estará sempre a demandar adaptações, pois, a sociedade muda rápido demais, exigindo a formação continuada e muito profissionalismo de seus dirigentes.

Os novos talentos, ao invés, de serem descartados, precisam ser vistos como os portadores de uma saudável renovação, detentores da força que impulsiona valores, crenças e princípios filosóficos primordiais.

Um partido político tem duas formas de crescer, de se tornar grande, poderoso para mudar a realidade.

A primeira forma e mais usual, é aquela onde se observa:

- A formação de feudos: as instâncias partidárias passam a ter donos, que administram, negligenciando a prática democrática e a valorização das bases.

- O fortalecimento das falsas lideranças que rejeitam qualquer contribuição marcada pela liberdade de pensamento, que impedem o diálogo por percebê-lo como ameaça, que transformam em bode expiatório, em elemento desagregador todo aquele que busca a reflexão e o contraponto.

- O desprezo aos princípios mais marcantes do estatuto em prol dos acordos espúrios, que acenam com um acesso meteórico ao poder.

- O afastamento dos militantes do processo decisório e a desvalorização da formação política, pelo nível de conscientização que é capaz de promover.

- A sobrevivência da mediocridade, da bajulação, dos interesses menores e da subordinação em troca de migalhas.

- Um proliferar da incompetência , da falsa auto-suficiência, das atitudes autoritárias, mesmo a custa da imagem do partido ou do trabalho de construção continuada de militantes idealistas.

A outra forma é:

- Privilegiar um funcionamento democrático, valorizando cada membro, trazendo-o a um envolvimento consciente do que representa estar filiado a um partido político, estimulando a fidelidade aos princípios partidários.

- Construir algo essencial para a transformação da sociedade, promovendo o crescimento pessoal dos seus membros e lhe dando voz.

- Crescer com observância ao estatuto. Com foco, objetivos, metas e propostas. Trabalhar com vigor naquilo que preconiza. Formatando através de cada uma de suas ações o seu futuro.

Ao se filiar a um partido político, todos nós temos aspirações, que poderão ser traduzidas por interesses concentrados ( a carreira pessoal) ou interesses difusos( a sociedade, o país , o planeta).

E os dirigentes deverão estar preparados para lidar com essa dicotomia. Isso exige visão política, liderança, uma bagagem razoável de conhecimentos, uma boa capacidade para saber ouvir e de se renovar para entender e aceitar as mudanças.

A política partidária não comporta mais amadores, dirigentes devem estar comprometidos com sua formação pessoal, com o desenvolvimento de uma crescente habilidade de articulação política, com uma boa capacidade de formar opinião, sempre apoiados numa conduta emocional equilibrada, num cabedal de conhecimentos que dê aos militantes uma orientação segura, sem esquecer da necessária estatura moral.

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