terça-feira, 31 de agosto de 2010
QUERO O MEU PHS DE VOLTA
Resumo da 2ª Sexta Feira de Reflexção - 20.08.2010
É uma fase de lapidação, refinamento e amadurecimento do nosso partido. Estamos vivendo um momento de esforço, com objetivos perfeitamente definidos.
Os que participam das reuniões saem entusiasmados , capturados pelo encantamento de sentir que Phellipe Guédon é aquilo que ele quer ver no mundo.
Com um poema de D.Hélder se iniciou a nosso encontro.
Phellipe Guédon discorreu com maestria sobre o artigo 3º. do Estatuto do PHS, focando um a um os seis conceitos fundamentais do Solidarismo do Padre Fernando Bastos de Ávila:
A PESSOA HUMANA, O DESTINO UNIVERSAL DOS BENS DA TERRA, O BEM COMUM, A SUBSIDIARIEDADE, A PRIMAZIA DO TRABALHO (pessoas) SOBRE O CAPITAL (bens materiais) e a SOLIDARIEDADE .
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
SaKineh Ashtiani- a pressão internacional impediu sua execução até agora.
Foram também publicados anúncios de página inteira em jornais do Brasil e da Turquia(através de campanha de doações).
O esforço conseguiu a adesão do primeiro ministro Erdogan, que pediu para o seu Governo levar adiante"uma intensa diplomacia com o Irã a favor de Sakineh".
O Irã está sentindo a pressão,como vimos na sua reação de atrasar e modificar o rumo da sentença e ainda por, rapidamente, rever e reverter a morte por apedrejamento de duas mulheres, uma de 25 anos e outra de 19anos.
O Irã sabe que está abalando o seu relacionamento com os seus dois únicos aliados a Turquia e o Brasil ao negar justiça a Sakineh.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
FICA A SUGESTÃO...
Livro “Razão Por que fiz?” será lançado nesta quarta-feira (18/8) na UERJ
No dia 18 de agosto próximo, às 18h, será lançado o livro “Razão Por que Fiz?“ na Capela Ecumênica da UERJ, de Marília Pastuk, Emanuelle Araújo, Mauro Amoroso e com a participação especial de Armand Pereira, ex- Diretor da OIT para o Brasil, os EUA e representante desta agência em Genebra.Proteção às Crianças. Responsabilidade Compartilhada
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
PARTIDOS VÃO TER QUE CUMPRIR A LEI DAS COTAS.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
A Sentença de apedrejamento de Sakineh já foi cancelada.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Sakined Ashtiani merece viver.
Ninguém tem direito sobre a vida. Somente Deus.
Pode ser inaceitável para alguns, falar em barbárie ou atraso em se tratando de práticas religiosas de outros, por serem diferentes das nossas.
Mas , o apedrejamento de um ser humano agride a minha humanidade.
Não consigo deixar de reagir a este assassinato , em nome da fé ou da religião, pois é algo essencialmente contra os mais elementares direitos humanos.
A lei religiosa no Irã condenou à morte por apedrejamento uma mulher acusada de adultério. Neste momento, ela aguarda numa prisão, em compasso de espera e em grande solidão o seu triste destino.Até o momento da sua execução eu me agarro na esperança de que a fé islâmica em sua pureza , consiga vencer a rigidez do governo iraniano, em sua decisão sobre o destino final de SaKineh.
Sei da complexidade deste caso.
Embora o alcorão, o livro sagrado do Islã seja considerado intocável pelos muçulmanos e nele não seja mencionado o apedrejamento nos casos de adultério, mas sim a pena de cem chibatadas ou a prisão perpétua. No Islã existe a Xaria, um códido de leis religiosas.
Nas sociedades islâmicas , o regime é teocrático , porisso direito, religião e política estão juntos.Os defensores do apedrejamento como forma de punição por adultério, afirmam que este tipo de condenação está em um Hadith, como narrativa de Maomé, portanto é sagrada e faz parte da Xaria. Não existe consenso sobre a validade do apedrejamento na sociedade islâmica.
O Irã adota a visão mais radical do Islã, o seu sistema judicial é considerado de revelação divina. Outros países já aboliram este tipo de pena. Também no Irã, em 2002, foi determinada a suspensão da morte por apedrejamento, que voltou a ser imposta após a revolução de 1979, quando o país passou a ter um regime teocrático.
A partir de 1979, 109 pessoas morreram apedrejadas, segundo dados do Comitê Internacional Contra Apedrejamento.
VeraBritto
Cultura, Tradição não justifica ASSASSINATO
O caso da iraniana SAKINEH ASHITIANI, condenada à morte por um suposto adultério, exige uma postura clara.
Mesmo considerando a complexidade das relações internacionais, não podemos ignorar que se trata de um ASSASSINATO CRUEL, POR APEDREJAMENTO, isto não é somente respeito à tradição.
Não quero deixar de sentir, para somente pensar: Mahmoud Ahmadinejad, poderia ter aceitado o oferecimento do governo brasileiro de asilo a Sakineh , preferiu mantê-la na prisão esperando o apedrejamento, que deverá ocorrer amanhã.
Me sinto abatida pela impotência, não aceito também a inércia dos movimentos de mulheres. A passividade do mundo.
Com o extremismo do governante iraniano, está reforçada a posição bélica dos Estados Unidos e da União Européia.
Vera Britto
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
IMPOTÊNCIA
A MORTE POR APEDREJAMENTO É BÁRBARA E A IMPOTÊNCIA DE TODOS NÓS, DIANTE DESTE ATO IGNÓBIL É TOTAL.
MINHAS COMPANHEIRAS DE GINÁSTICA HOJE ME COBRAVAM, VOCÊS MULHERES DA POLÍTICA NÃO ESTÃO FAZENDO NADA PARA EVITAR ESTE ASSASSINATO? NÃO HÁ CRIME DE ADULTÉRIO, ELA É VIÚVA.
QUERO CONFESSAR, QUE UMA PERGUNTA ME ASSALTA A TODO INSTANTE: SE EU ESTIVESSE NESTE LUGAR, SE SÓ ME RESTASSE MORRER, O QUE EU FARIA?
EU TENTARIA BUSCAR, MINUTOS ANTES DO APEDREJAMENTO, O MORRER POR MIM MESMA , TIRANDO DO MEU ALGOZ O PODER SOBRE MINHA VIDA OU MORTE.
NÃO ESTOU NESTE LUGAR.
E ME QUESTIONO, NESTA POSIÇÃO, O QUE DE MELHOR PODEMOS FAZER PARA EXPRESSAR NOSSA INDIGNAÇÃO E DOR E AINDA FAZER, DESTE PROTESTO, UMA TENTATIVA DE MODIFICAR ESTE COSTUME BÁRBARO?
DOIS DIAS, TAMBÉM, PARA QUE A HUMANIDADE PASSE A "APEDREJAR" UM GOVERNANTE CRUEL, INSENSÍVEL E BURRO.
BURRO SIM, PORQUE DEPOIS DISSO, QUEM TERÁ DISPONIBILIDADE INTERNA, PARA DEFENDÊ-LO DAS MEDIDAS IMPERIALISTAS QUE, CERTAMENTE, SE INTENSIFICARÃO CONTRA ELE, POR PARTE DOS ESTADOS UNIDOS?
APESAR DAS EVIDÊNCIAS, GUARDO NO MEU CORAÇÃO A ESPERANÇA DE UMA REVIRAVOLTA, ISTO VEM A ALGUM TEMPO ME INQUIETANDO O ESPÍRITO.
Vera Britto
sábado, 7 de agosto de 2010
O PHS QUE QUEREMOS
Inicia-se uma nova fase no PHS.
Abriram-se novas perspectivas para o nosso partido. O nosso incansável Guedon (foto), mais uma vez, altera o status quo e faz um novo up-grade , que certamente nos irá conduzir a um nível mais alto da espiral de conhecimentos, integração e união partidária.
Iniciaram-se , nesta sexta-feira, dia 6 de agosto, os encontros de Reflexão que acontecerão de 15 em 15 dias em Petrópolis, com o objetivo de construir a REDE PHS.
Para surpresa nossa, compareceu ao encontro a vice-presidente nacional do partido Nelita Rocha, que se encontrava no Pará. na véspera do evento.
Ela se mostrou entusiasmada com as propostas debatidas, com a dinâmica da reunião e o entusiasmo dos presentes.
Phelipe Guedon convocou para esta primeira 6ª. feira de reflexão, alguns membros da Regional RJ, sob a coordenação de José Louzada, seu vice-presidente de Formação Política .
A Executiva Municipal de Volta Redonda com seu staff : Sergio Boechat, Giovani Miguez, o vice de formação política da municipal Paulo Herique Paschoeto e o jornalista Ricardo Nascimento.
A Municipal de Campos tanbém convidada, confirmou presença, mas não compareceu.
A Municipal de Petrópolis, estava representada por seu presidente e por alguns colabores, que participaram com entusiasmo dos trabalhos.
Outros integrantes da Equipe do IPHS, prestigiaram o evento. Sílvia Guedon esteve por lá dando o seu apoio, a mais esta boa iniciativa de seu pai.
Esta nova proposta de crescimento do PHS, correrá paralelo às atividades partidárias direcionadas às próximas eleições. A iniciativa, orientação, desenvolvimento e controle de todo o processo será de atribuição e responsabilidade exclusiva do IPHS, enquanto órgão de pesquisa do partido.
Aos que compareceram e àqueles que virão aos próximos encontros uma degustação através das imagens do evento, feitas por Ricardo Nascimento.
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A AUTENTICIDADE DE MARINA ME COMOVE.
ACREDITO, QUE CADA MULHER BRASILEIRA, NESTE MOMENTO, PARTILHA DESTE MESMO SENTIMENTO.
MARINA É SÓ SELF.
DIGNIDADE, TRANSPARÊNCIA, ATITUDE E INOVAÇÃO CARACTERIZAM SUA POSTURA E SUA FALA.
JÁ ESCOLHI: QUERO MARINA SILVA PRESIDENTA DO BRASIL!
MAS NÃO POSSO DEIXAR DE BATER PALMAS PARA A OBJETIVIDADE E SINCERIDADE DO CANDIDATO PLÍNIO.
Vera Britto
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
BRUNO E A LEI

Sobre o conceito de civilidade contido neste texto de Francisco Bosco, publicado na 4 ªfeira, 14/07/2010, em O Globo, cabe-nos uma reflexão:
Muitos conhecem o caso Doca Street, que abalou o Brasil nos anos 70. Doca, um rico paulista, de 42 anos, se apaixonou por Angela Diniz, “a pantera de Minas”, com quem vivia uma relação explosiva. Numa de suas brigas, após ela ameaçar deixá-lo, Doca sacou uma arma e assassinou a mulher que amava. Seu julgamento contém o código cifrado da sociedade brasileira da época. Acabou sendo condenado a 15 anos de prisão. Décadas mais tarde, lançou um livro contando sua versão da história. Numa entrevista, perguntado sobre que lição toda aquela tragédia lhe deixara, respondeu: “Nunca tenha uma arma à mão.”
Quando pessoas sem antecedentes criminais cometem um crime e são descobertas, em geral demonstram culpa, vergonha e remorso. Cobrem seus rostos ao serem levadas para depor e esquivam-se do olhar da câmera, pelo qual sentem receber o olhar de toda a sociedade que os reprova. Bruno, o goleiro, não. Em nenhum momento ele demonstra qualquer sinal de culpa ou vergonha. Não esquiva o olhar das câmeras, não cobre o rosto. De roupa laranja de presidiário, passeia altivo, de cabeça erguida. Volto então a Doca Street. A sua frase remonta àquele exato instante em que o destino de uma pessoa sofre um brusco e inesperado desvio. Por conta de um ato irrefletido, toda uma trajetória estará perdida, condenada à prisão, ao estigma social, à culpa irremissível. Dar-se-ia tudo para poder voltar no tempo até aquele maldito instante e evitar que o crime fosse cometido.
Bruno, não. O que há de inquietante em sua expressão é a placidez. Não há em seu rosto a contorção trágica dessa reviravolta sem volta do destino. É como se nada de inesperado e terrível tivesse acontecido. Ele segue em frente, como se esse fosse o caminho esperado. Não há o desespero de quem daria tudo para voltar no tempo. O tempo que está à sua frente parece ser o mesmo que estava às suas costas. Não houve ruptura entre origem e destino. O que significa isso?
É desconfortável, mas inevitável dizê-lo: Bruno é provavelmente um psicopata. A ausência de culpa e a frieza o indicam, tanto quanto a orfandade, a criação a que deve ter faltado o que a psicanálise chama de “função paterna”. É por meio dessa função que a criança assimila a restrição que lhe impõe o Outro. No complexo de Édipo, o pai interdita ao filho o gozo pleno da mãe. É por esse lance que as pessoas consideradas normais se tornam neuróticas. A neurose, isto é, a normalidade, é o pacote que inclui a assimilação de uma lei, o reconhecimento dos direitos do outro, a necessidade de controlar as próprias pulsões. E, quando da infração da lei, a culpa; e, quando de sua descoberta, a vergonha.
Mas passemos à dimensão mais abrangente do problema. Num depoimento à polícia, Eliza Samudio contou que Bruno a teria ameaçado com as seguintes palavras: “Eu não quero esse filho e sou capaz de tudo para você não ter essa criança. Você não me conhece e não sabe do que sou capaz, pois eu venho da favela.” As favelas, no Rio pré-UPPs, são o lugar em que o Estado falta. O Estado, ali, não exerce a lei, vigorando uma situação bárbara de poder do mais forte. A frase de Bruno remete a essa origem: venho de um lugar em que não se reconhece a lei, portanto, se eu fosse você, me obedecia. Eu sou mais forte que você, e, no lugar de onde venho, isso me autoriza a fazer o que quiser com você. Era essa a mensagem.
O nó da formação do Brasil é a sua relação com a lei. Isso se deixa ler nos documentos e nas interpretações de nossa História. A carta de Caminha termina com um pedido de favor. O homem cordial revela a incapacidade de regular as relações sociais por meio do princípio universalizante da lei. O patrimonialismo é o patrimônio público destituído da lei que asseguraria seu usufruto comum. A lei é nosso ponto cego.
Nesse republicanismo precário, muitos pobres percebem a lei não como aquilo que lhes assegura os direitos, mas como aquilo que os oprime e garante o direito dos ricos. A polícia, nas favelas, é a que invade e mata. Os políticos são os que estão autorizados (pela “lei”) a roubar e sair impunes. Se um pobre consegue ascender socialmente, muitas vezes ele sentirá que isso ocorreu não por causa da lei, mas apesar dela. Ao enriquecer, ele se sentirá acima da lei, assim como antes estava abaixo dela. Ele passa de uma identificação com o oprimido a uma identificação com o opressor. Num país verdadeiramente republicano, qualquer cidadão, pobre ou rico, deve se identificar com a lei, que é igualitária. Mas, aqui, a lei é instrumento que oprime ou permite oprimir. A consequência disso é tanto a grana obscena escondida na meia quanto o sequestro e assassinato de uma jovem.
O Brasil precisa de legalidade. Mas, além de uma reflexão honesta sobre os benefícios civilizatórios da informalidade (eles existem), é preciso entender que legalidade sem civilidade é inútil, apenas reproduz o status quo. De nada adiantam choques de ordem, blitzen de Lei Seca, se no centro da Lei, de onde ela deveria emanar, ela não é cumprida. Assim, o cidadão comum é multado e até preso se dirigir alcoolizado, mas o cidadão especial (como o Sarney de Lula) pode assaltar os cofres públicos à vontade. Essa situação abre um fosso entre a legalidade e a civilidade. A lei, então, continua a ser vista como um instrumento de opressão do cidadão comum; só que agora disfarçada de legalidade.