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terça-feira, 31 de agosto de 2010

QUERO O MEU PHS DE VOLTA

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Resumo da  2ª Sexta Feira de Reflexção -  20.08.2010

É uma fase de lapidação, refinamento e amadurecimento do nosso partido. Estamos vivendo um momento de esforço, com objetivos perfeitamente definidos.

Os que participam das reuniões saem entusiasmados , capturados pelo encantamento de sentir que Phellipe Guédon é aquilo que ele quer ver no mundo.
Com um poema de D.Hélder se iniciou a nosso encontro.

Phellipe Guédon discorreu com maestria sobre o artigo 3º. do Estatuto do PHS, focando um a um os seis conceitos fundamentais do Solidarismo do Padre Fernando Bastos de Ávila:

A PESSOA HUMANA, O DESTINO UNIVERSAL DOS BENS DA TERRA, O BEM COMUM, A SUBSIDIARIEDADE, A PRIMAZIA DO TRABALHO (pessoas) SOBRE O CAPITAL (bens materiais) e a SOLIDARIEDADE .

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

SaKineh Ashtiani- a pressão internacional impediu sua execução até agora.

Membros da AVAAZ da Turquia e do Brasil, enviaram mais de 50.000 mensagens ao presidente Lula e ao primeiro ministro da Turquia Erdogan nas últimas semanas.
Foram também publicados anúncios de página inteira em jornais do Brasil e da Turquia(através de campanha de doações).
O esforço conseguiu a adesão do primeiro ministro Erdogan, que pediu para o seu Governo levar adiante"uma intensa diplomacia com o Irã a favor de Sakineh".
O Irã está sentindo a pressão,como vimos na sua reação de atrasar e modificar o rumo da sentença e ainda por, rapidamente, rever e reverter a morte por apedrejamento de duas mulheres, uma de 25 anos e outra de 19anos.
O Irã sabe que está abalando o seu relacionamento com os seus dois únicos aliados a Turquia e o Brasil ao negar justiça a Sakineh.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

FICA A SUGESTÃO...

#AgendaSocial


Livro “Razão Por que fiz?” será lançado nesta quarta-feira (18/8) na UERJ




Livro “Razão Por que fiz?” será lançado nesta quarta-feira (18/8) na UERJNo dia 18 de agosto próximo, às 18h, será lançado o livro “Razão Por que Fiz?“ na Capela Ecumênica da UERJ, de Marília Pastuk, Emanuelle Araújo, Mauro Amoroso e com a participação especial de Armand Pereira, ex- Diretor da OIT para o Brasil, os EUA  e representante desta agência em Genebra.
Tal livro descreve/analisa/avalia as atividades desenvolvidas de julho de 2007 a dezembro de 2009 pela ONG Ação Comunitária do Brasil do Rio de Janeiro (ACB/RJ) em parceria com o Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas (DEGASE), vinculado à Secretaria Estadual de Educação, e com a Petrobrás por meio do Projeto Pan Social.
Tal Projeto facilitou o processo de re-inserção social e profissional de 1.071 jovens em conflito com a lei em cumprimento de medidas sócio-educativas em unidades de internação, semiliberdade e liberdade assistida, no Rio de Janeiro. Este se propôs a:i) ser inovador e progressista, porque partia de uma concepção ativa de cidadania que diz respeito a um sujeito que usa os recursos disponíveis para atuar no espaço público de forma consciente e responsável; ii) servir como uma referência para outros projetos de natureza similar e para o desenho de políticas públicas sociais inclusivas.
Em função dos resultados e impactos decorrentes do Projeto supracitado a Petrobrás e a ACB/RJ receberam o premio ADMB TOP Social 2009.
Quanto ao livro, Razão Por que Fiz? (parafraseando Guimarães Rosa), conta ainda com uma reflexão sobre a questão das favelas, da juventude em conflito com a lei e com um capítulo específico tratando dos benefícios da prevenção versus os custos da internação, entre outros assuntos de alta relevância relacionados com a problemática da violência em geral.

Proteção às Crianças. Responsabilidade Compartilhada

Eu vi na TV Globo uma entrevista com a mãe de Joana.

E quem é Joana? Mais uma criança vítima de uma sociedade adoecida ,que se encaminha a passos largos para uma crise psicótica.
Joana é uma menina de 5 anos. Linda, inocente e alegre, morta com a conivência de todos nós.
Digo isso, porque é assim que sinto, cada vez que vejo uma criança ter sua vida roubada.
Somos coniventes na medida que não nos mobilizamos para salvar todas as Joanas, que vivem à mercê de adultos incapazes de cuidá-las, de amá-las e protegê-las, seja por negligência, por incapacidade emocional ou por desequilíbrio mental.
O sistema de Proteção à Criança é falho: falha o Judiciário, falham os Conselhos Tutelares, as Fundações e as ONGS criadas para a Proteção à Infância.
Crianças são vítimas dos Governos inoperantes e corruptos que temos tido, da Sociedade silente e alheia, dos Órgãos Públicos de Proteção à Criança que não possuem uma estrutura que atenda à demanda. De órgãos como a FIA, que faz avaliações psicológicas, que se transformam em pareces eivados de falhas. Muitas crianças são prejudicadas por estes pareceres, que acabam por favorecer o progenitor de conduta inadequada e no judiciário conduzem a sentenças equivocadas. Há mais de 8 anos, venho apontando para a necessidade de uma equipe multidisciplinar nos serviços de avaliação psicológica.
Existem patologias graves, que escapam à percepção de uma só psicóloga, mas que seriam detectadas por uma boa equipe multidisciplinar.
Não sei como se formaram os quadros funcionais da FIA. Tenho críticas severas aos laudos da FIA. O corporativismo, não permite qualquer questionamento ,que possa levar à correção de um erro de avaliação,
Para se fazer a revisão de um laudo errado no judiciário é preciso muito dinheiro, pois envolve perícias e advogados altamente competentes, mas ainda assim é possível. Mas reverter um parecer na FIA é, praticamente, impossível. É um opinião conclusiva. inquestionável, mesmo quando errada. Na FIA se emite opinião sobre uma estrutura de personalidade, sem nunca tê-la avaliada.
Sempre me perguntei como se formam os quadros de uma instituição de proteção à criança. Tomemos a FIA como exemplo: Quais os critérios que nortearam a admissão dos profissionais desde a criação da instituição? Por concurso público ou indicação política? Como se escolhe a sua diretoria? O que foi exigido para provar a competência de profissionais, com poder de emitir pareces, levando-se em conta a complexidade da estrutura do ser humano?
Um laudo é um instrumento que tem força. Sua confecção exige competência, especialização, imparcialidade e a capacidade por parte do profissional de identificar, quando está agindo por força de mecanismos de identificação e transferência.
Se a percepção do profissional for incorreta,ele poderá estar afastando da criança o adulto que a protege, para entregá-la nas mãos do seu algoz.
Um parecer errôneo de um técnico da FIA, por exemplo, é impossível de ser revertido. Existe um mecanismo perverso de corporativismo que protege o profissional que emite um laudo errado.
Não há orientação e nem interesse da cúpula deste órgão, que privilegie a apuração da verdade dos fatos, expondo e corrigindo um erro de avaliação.
Caberia formalizar um convênio com órgãos, que mantém serviços de excelência em Psicologia e Psiquiatria. Tais como UFRJ,UERJ, SANTA CASA DA MISERICÓRDIA, ETC. Há casos que extrapolam a competência dos profissionais da FIA.
Nos processos de vara de família, podem existir grandes evidências a apontarem para a inocência de uma mãe ou pai , entretanto, pela força de um laudo, o Magistrado ( a) tende a sentenciar em consonância com o parecer da psicóloga contido no laudo. Conheço um caso em que a juíza, nem mesmo considerou o parecer do curador do processo.
Porisso, nós cidadãos comuns, precisamos desenvolver um compromisso com as crianças deste país. Precisamos estar vigilantes e prontos, para atuar, enquanto opinião pública, cooperando para que o MP possa agir de forma competente.
Cada um de nós tem por dever ético e moral e por amor às nossas crianças, denunciar com dados objetivos as situações de risco infantil, que perceba no seu entorno.
Hoje as crianças de classe média estão tão desamparadas, quanto àquelas que vivem uma situação de pobreza, em lares desestruturados ou nas ruas.
Hoje a Cocaína,0 craque e o álcool invadiram o espaço familiar. As crianças vivem em risco permanente, dentro de sua própria casa.
Vamos dirigir nosso olhar para um segmento da sociedade, que também tem crianças precisando de nós. Os filhos da classe média merecem também um olhar de atenção, de proteção e de compaixão. São crianças, não importa a classe social em que estejam inseridas.
É muito difícil provar a adição de drogas em juízo, ninguém é obrigado a ser submetido a exames, que resultem em provas contra si mesmo.
Estou preparando um projeto, as diretrizes iniciais estão propostas . A mídia tem uma lógica que não apoia iniciativas desta ordem, porisso conto com os amigos, num sistema de voluntariado.
Será uma ação a favor das crianças desamparadas, submetidas a situações imprevisíveis por genitores adictos.
Tenho amigos na área de comunicação, de marketing, de saúde mental, do magistério, de advocacia, etc. mas todos aqueles dispostos a colaborar serão muito benvindos.
Quero estar junto, a pessoas humanas amorosas e de boa vontade, que mantém vivo dentro de si o amor ao próximo e a fé num mundo melhor para nossas crianças.
Aprendi que nada se faz sozinho e que a melhor maneira se se trabalhar é num funcionamento horizontal, em que todos os saberes entrem em interação, sem caciques, sem verticalidade de cima para baixo.
Sei que o projeto só irá decolar com a colaboração de muitos.Terá que ser, tecnicamente, um bom projeto. Mas conheço a competência dos meus amigos.
Sou mãe, avó, professora, estudiosa de psicologia, saúde mental e de política.
Tenho uma fé inabalável no ser humano e na divindade que habita em cada um de nós.
Amamos crianças, sabemos de sua importância para o País, temos consciência da sua fragilidade e necessidade de proteção.
Sei que não estarei sozinha nesta empreitada.
Vera Britto













sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PARTIDOS VÃO TER QUE CUMPRIR A LEI DAS COTAS.

O precedente para cumprimento da Lei das Cotas ( lei no. 9504/77), foi julgado ontem no STE .
O plenário determinou nesta 5a.feira 12/08, que todos os partidos vão ter que cumprir os percentuais de no mínimo 30% e no máximo 70% para candidatos de cada sexo, segundo exige a Lei das Eleições.
O precedente para cumprimento da lei foi julgado ontem.
O TSE voltou a favor do recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres e o Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos divulgaram nota de apoio à determinação do TSE.
Os partidos têm 2 opções para atingir o percentual mínimo de 30% de candidatos: retirar da lista candidatos do sexo masculino ou acrescentar mulheres.
A decisão é positiva.
Partidos ou coligações que desrespeitem as eleições proporcionais e não preencherem a proporção máxima de 70% das vagas para um sexo e um mínimo de 30% para o outro, deverão apresentar justificativas para a justiça eleitoral , sob risco de impugnação.
Vera Britto

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Sentença de apedrejamento de Sakineh já foi cancelada.

A embaixada do Irã na Noruega confirmou que a sentença de apedrejamento de Sakineh foi cancelada, mas a Suprema Corte ainda pode condená-la à morte por enforcamento pela acusação de homicído.
A mais alta corte da república Islâmica aguarda decisão da família do marido de Sakineh, que pode perdoá-la.
Caso isso aconteça, após um período de prisão ela poderá ser liberada, mas se a família não conceder o perdão, uma provável sentença dos tribunais iranianos pode ser sim o enforcamento.
Na Noruega uma organização internacional de direitos humanos, estará acompanhando e noticiando a evolução do processo.
Vera Britto

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sakined Ashtiani merece viver.

São 3.36 da manhã e estou acordada.
Não sei que horas são no Irã. Estou em vigília por Sakineh.

Ninguém tem direito sobre a vida. Somente Deus.

Pode ser inaceitável para alguns, falar em barbárie ou atraso em se tratando de práticas religiosas de outros, por serem diferentes das nossas.

Mas , o apedrejamento de um ser humano agride a minha humanidade.

Não consigo deixar de reagir a este assassinato , em nome da fé ou da religião, pois é algo essencialmente contra os mais elementares direitos humanos.

A lei religiosa no Irã condenou à morte por apedrejamento uma mulher acusada de adultério. Neste momento, ela aguarda numa prisão, em compasso de espera e em grande solidão o seu triste destino.Até o momento da sua execução eu me agarro na esperança de que a fé islâmica em sua pureza , consiga vencer a rigidez do governo iraniano, em sua decisão sobre o destino final de SaKineh.

Sei da complexidade deste caso.

Embora o alcorão, o livro sagrado do Islã seja considerado intocável pelos muçulmanos e nele não seja mencionado o apedrejamento nos casos de adultério, mas sim a pena de cem chibatadas ou a prisão perpétua. No Islã existe a Xaria, um códido de leis religiosas.

Nas sociedades islâmicas , o regime é teocrático , porisso direito, religião e política estão juntos.Os defensores do apedrejamento como forma de punição por adultério, afirmam que este tipo de condenação está em um Hadith, como narrativa de Maomé, portanto é sagrada e faz parte da Xaria. Não existe consenso sobre a validade do apedrejamento na sociedade islâmica.

O Irã adota a visão mais radical do Islã, o seu sistema judicial é considerado de revelação divina. Outros países já aboliram este tipo de pena. Também no Irã, em 2002, foi determinada a suspensão da morte por apedrejamento, que voltou a ser imposta após a revolução de 1979, quando o país passou a ter um regime teocrático.

A partir de 1979, 109 pessoas morreram apedrejadas, segundo dados do Comitê Internacional Contra Apedrejamento.

VeraBritto




Cultura, Tradição não justifica ASSASSINATO

É legítimo se intrometer na cultura de determinado país ou região?
Do ponto de vista antropológico, cada povo tem suas tradições e crenças e qualquer interferência forçada vinda do exterior seria autoritarismo.
Respeito e concordo com tal colocação. Porém, tal postura não pode se adequar a qualquer situação: preservar a tradição oral , os costumes dos índios da Amazônia é uma coisa, aceitar que se corte a genitália de meninas na puberdade para que não sintam prazer na idade adulta é diferente.

O caso da iraniana SAKINEH ASHITIANI, condenada à morte por um suposto adultério, exige uma postura clara.

Mesmo considerando a complexidade das relações internacionais, não podemos ignorar que se trata de um ASSASSINATO CRUEL, POR APEDREJAMENTO, isto não é somente respeito à tradição.

Repete-se hoje o que se fazia na idade média: queimar mulheres na fogueira sob a acusação de serem BRUXAS.
Estão matando uma mulher por ter supostamente traído o marido.No sec. XXI não podemos aceitar tal barbárie.
Não é uma questão de desrespeitar a soberania do Irã, mas é sim, não compactuar com um ato de extremismo.

Não quero deixar de sentir, para somente pensar: Mahmoud Ahmadinejad, poderia ter aceitado o oferecimento do governo brasileiro de asilo a Sakineh , preferiu mantê-la na prisão esperando o apedrejamento, que deverá ocorrer amanhã.

Me sinto abatida pela impotência, não aceito também a inércia dos movimentos de mulheres. A passividade do mundo.

Com o extremismo do governante iraniano, está reforçada a posição bélica dos Estados Unidos e da União Européia.

Amanhã vestirei preto, amanhã estarei em oração por Sakined.
Nunca serei politicamente correta, se para isso tiver que parar o meu coração e não sentir a importância da vida, para além das convicções.

Vera Britto



segunda-feira, 9 de agosto de 2010

IMPOTÊNCIA

UMA DOR ME APERTA O PEITO: SAKINED ASTHIANE SERÁ ASSASSINADA NA 4a. FEIRA PRÓXIMA.
A MORTE POR APEDREJAMENTO É BÁRBARA E A IMPOTÊNCIA DE TODOS NÓS, DIANTE DESTE ATO IGNÓBIL É TOTAL.

MINHAS COMPANHEIRAS DE GINÁSTICA HOJE ME COBRAVAM, VOCÊS MULHERES DA POLÍTICA NÃO ESTÃO FAZENDO NADA PARA EVITAR ESTE ASSASSINATO? NÃO HÁ CRIME DE ADULTÉRIO, ELA É VIÚVA.

QUERO CONFESSAR, QUE UMA PERGUNTA ME ASSALTA A TODO INSTANTE: SE EU ESTIVESSE NESTE LUGAR, SE SÓ ME RESTASSE MORRER, O QUE EU FARIA?
EU TENTARIA BUSCAR, MINUTOS ANTES DO APEDREJAMENTO, O MORRER POR MIM MESMA , TIRANDO DO MEU ALGOZ O PODER SOBRE MINHA VIDA OU MORTE.
MAS, TALVEZ COM ISSO, EU PERDESSE A OPORTUNIDADE DE MARCAR A MINHA MORTE COM UMA FORMA INESQUECÍVEL DE PROTESTO.

NÃO ESTOU NESTE LUGAR.
ESTOU COMO UMA GOTA NUM OCEANO DE MULHERES IMPOTENTES E REVOLTADAS.
E ME QUESTIONO, NESTA POSIÇÃO, O QUE DE MELHOR PODEMOS FAZER PARA EXPRESSAR NOSSA INDIGNAÇÃO E DOR E AINDA FAZER, DESTE PROTESTO, UMA TENTATIVA DE MODIFICAR ESTE COSTUME BÁRBARO?
FALTAM DOIS DIAS, SOMENTE DOIS DIAS PARA O ASSASSINATO DE SAKINED ASTHIANE.

DOIS DIAS, TAMBÉM, PARA QUE A HUMANIDADE PASSE A "APEDREJAR" UM GOVERNANTE CRUEL, INSENSÍVEL E BURRO.

BURRO SIM, PORQUE DEPOIS DISSO, QUEM TERÁ DISPONIBILIDADE INTERNA, PARA DEFENDÊ-LO DAS MEDIDAS IMPERIALISTAS QUE, CERTAMENTE, SE INTENSIFICARÃO CONTRA ELE, POR PARTE DOS ESTADOS UNIDOS?

APESAR DAS EVIDÊNCIAS, GUARDO NO MEU CORAÇÃO A ESPERANÇA DE UMA REVIRAVOLTA, ISTO VEM A ALGUM TEMPO ME INQUIETANDO O ESPÍRITO.

Vera Britto

sábado, 7 de agosto de 2010

O PHS QUE QUEREMOS


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Inicia-se uma nova fase no PHS.

Abriram-se novas perspectivas para o nosso partido. O nosso incansável Guedon (foto), mais uma vez, altera o status quo e faz um novo up-grade , que certamente nos irá conduzir a um nível mais alto da espiral de conhecimentos, integração e união partidária.

Iniciaram-se , nesta sexta-feira, dia 6 de agosto, os encontros de Reflexão que acontecerão de 15 em 15 dias em Petrópolis, com o objetivo de construir a REDE PHS.

Para surpresa nossa, compareceu ao encontro a vice-presidente nacional do partido Nelita Rocha, que se encontrava no Pará. na véspera do evento.

Ela se mostrou entusiasmada com as propostas debatidas, com a dinâmica da reunião e o entusiasmo dos presentes.

Phelipe Guedon convocou para esta primeira 6ª. feira de reflexão, alguns membros da Regional RJ, sob a coordenação de José Louzada, seu vice-presidente de Formação Política .

A Executiva Municipal de Volta Redonda com seu staff : Sergio Boechat, Giovani Miguez, o vice de formação política da municipal Paulo Herique Paschoeto e o jornalista Ricardo Nascimento.

A Municipal de Campos tanbém convidada, confirmou presença, mas não compareceu.

A Municipal de Petrópolis, estava representada por seu presidente e por alguns colabores, que participaram com entusiasmo dos trabalhos.

Outros integrantes da Equipe do IPHS, prestigiaram o evento. Sílvia Guedon esteve por lá dando o seu apoio, a mais esta boa iniciativa de seu pai.

Esta nova proposta de crescimento do PHS, correrá paralelo às atividades partidárias direcionadas às próximas eleições. A iniciativa, orientação, desenvolvimento e controle de todo o processo será de atribuição e responsabilidade exclusiva do IPHS, enquanto órgão de pesquisa do partido.

Aos que compareceram e àqueles que virão aos próximos encontros uma degustação através das imagens do evento, feitas por Ricardo Nascimento.
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A AUTENTICIDADE DE MARINA ME COMOVE.

NO DEBATE, ME PERCEBO IDENTIFICADA COM MARINA SILVA.

ACREDITO, QUE CADA MULHER BRASILEIRA, NESTE MOMENTO, PARTILHA DESTE MESMO SENTIMENTO.

MARINA É SÓ SELF.

DIGNIDADE, TRANSPARÊNCIA, ATITUDE E INOVAÇÃO CARACTERIZAM SUA POSTURA E SUA FALA.

JÁ ESCOLHI: QUERO MARINA SILVA PRESIDENTA DO BRASIL!

MAS NÃO POSSO DEIXAR DE BATER PALMAS PARA A OBJETIVIDADE E SINCERIDADE DO CANDIDATO PLÍNIO.

Vera Britto

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

BRUNO E A LEI


Sobre o conceito de civilidade contido neste texto de Francisco Bosco, publicado na 4 ªfeira, 14/07/2010, em O Globo, cabe-nos uma reflexão:

Muitos conhecem o caso Doca Street, que abalou o Brasil nos anos 70. Doca, um rico paulista, de 42 anos, se apaixonou por Angela Diniz, “a pantera de Minas”, com quem vivia uma relação explosiva. Numa de suas brigas, após ela ameaçar deixá-lo, Doca sacou uma arma e assassinou a mulher que amava. Seu julgamento contém o código cifrado da sociedade brasileira da época. Acabou sendo condenado a 15 anos de prisão. Décadas mais tarde, lançou um livro contando sua versão da história. Numa entrevista, perguntado sobre que lição toda aquela tragédia lhe deixara, respondeu: “Nunca tenha uma arma à mão.”

Quando pessoas sem antecedentes criminais cometem um crime e são descobertas, em geral demonstram culpa, vergonha e remorso. Cobrem seus rostos ao serem levadas para depor e esquivam-se do olhar da câmera, pelo qual sentem receber o olhar de toda a sociedade que os reprova. Bruno, o goleiro, não. Em nenhum momento ele demonstra qualquer sinal de culpa ou vergonha. Não esquiva o olhar das câmeras, não cobre o rosto. De roupa laranja de presidiário, passeia altivo, de cabeça erguida. Volto então a Doca Street. A sua frase remonta àquele exato instante em que o destino de uma pessoa sofre um brusco e inesperado desvio. Por conta de um ato irrefletido, toda uma trajetória estará perdida, condenada à prisão, ao estigma social, à culpa irremissível. Dar-se-ia tudo para poder voltar no tempo até aquele maldito instante e evitar que o crime fosse cometido.

Bruno, não. O que há de inquietante em sua expressão é a placidez. Não há em seu rosto a contorção trágica dessa reviravolta sem volta do destino. É como se nada de inesperado e terrível tivesse acontecido. Ele segue em frente, como se esse fosse o caminho esperado. Não há o desespero de quem daria tudo para voltar no tempo. O tempo que está à sua frente parece ser o mesmo que estava às suas costas. Não houve ruptura entre origem e destino. O que significa isso?

É desconfortável, mas inevitável dizê-lo: Bruno é provavelmente um psicopata. A ausência de culpa e a frieza o indicam, tanto quanto a orfandade, a criação a que deve ter faltado o que a psicanálise chama de “função paterna”. É por meio dessa função que a criança assimila a restrição que lhe impõe o Outro. No complexo de Édipo, o pai interdita ao filho o gozo pleno da mãe. É por esse lance que as pessoas consideradas normais se tornam neuróticas. A neurose, isto é, a normalidade, é o pacote que inclui a assimilação de uma lei, o reconhecimento dos direitos do outro, a necessidade de controlar as próprias pulsões. E, quando da infração da lei, a culpa; e, quando de sua descoberta, a vergonha.

Mas passemos à dimensão mais abrangente do problema. Num depoimento à polícia, Eliza Samudio contou que Bruno a teria ameaçado com as seguintes palavras: “Eu não quero esse filho e sou capaz de tudo para você não ter essa criança. Você não me conhece e não sabe do que sou capaz, pois eu venho da favela.” As favelas, no Rio pré-UPPs, são o lugar em que o Estado falta. O Estado, ali, não exerce a lei, vigorando uma situação bárbara de poder do mais forte. A frase de Bruno remete a essa origem: venho de um lugar em que não se reconhece a lei, portanto, se eu fosse você, me obedecia. Eu sou mais forte que você, e, no lugar de onde venho, isso me autoriza a fazer o que quiser com você. Era essa a mensagem.

O nó da formação do Brasil é a sua relação com a lei. Isso se deixa ler nos documentos e nas interpretações de nossa História. A carta de Caminha termina com um pedido de favor. O homem cordial revela a incapacidade de regular as relações sociais por meio do princípio universalizante da lei. O patrimonialismo é o patrimônio público destituído da lei que asseguraria seu usufruto comum. A lei é nosso ponto cego.

Nesse republicanismo precário, muitos pobres percebem a lei não como aquilo que lhes assegura os direitos, mas como aquilo que os oprime e garante o direito dos ricos. A polícia, nas favelas, é a que invade e mata. Os políticos são os que estão autorizados (pela “lei”) a roubar e sair impunes. Se um pobre consegue ascender socialmente, muitas vezes ele sentirá que isso ocorreu não por causa da lei, mas apesar dela. Ao enriquecer, ele se sentirá acima da lei, assim como antes estava abaixo dela. Ele passa de uma identificação com o oprimido a uma identificação com o opressor. Num país verdadeiramente republicano, qualquer cidadão, pobre ou rico, deve se identificar com a lei, que é igualitária. Mas, aqui, a lei é instrumento que oprime ou permite oprimir. A consequência disso é tanto a grana obscena escondida na meia quanto o sequestro e assassinato de uma jovem.

O Brasil precisa de legalidade. Mas, além de uma reflexão honesta sobre os benefícios civilizatórios da informalidade (eles existem), é preciso entender que legalidade sem civilidade é inútil, apenas reproduz o status quo. De nada adiantam choques de ordem, blitzen de Lei Seca, se no centro da Lei, de onde ela deveria emanar, ela não é cumprida. Assim, o cidadão comum é multado e até preso se dirigir alcoolizado, mas o cidadão especial (como o Sarney de Lula) pode assaltar os cofres públicos à vontade. Essa situação abre um fosso entre a legalidade e a civilidade. A lei, então, continua a ser vista como um instrumento de opressão do cidadão comum; só que agora disfarçada de legalidade.