Esta frase me pegou em cheio e resolvi expressar minha opinião, neste momento, tão importante do partido político onde venho militando desde 2007.
Partirei das seguintes premissas:
1a. A última eleição foi traumática para o PHS. Isto foi sentido da cúpula aos filiados.
2a. O PHS tem hoje um quadro de militantes mais politizados, que pensam o partido e que o pressionam para dar um salto de qualidade em seus quadros dirigentes.
3a. A conscientização não convive com a manipulação, o autoritarismo e falta de transparência, como alternativas à uma fraca liderança e ao despreparo político.
4a. A cúpula partidária, principalmente, a direção do IPHS teve a sensibilidade de perceber o descarrilhar gradual do partido, principalmente no RJ. O desrespeito ao Estatuto expresso, principalmente, no ato do plebiscito, fez com que houvesse uma reação construtiva de recondução do partido à suas origens e mais foi levado a efeito um planejamento minucioso visando as eleições 2012. Assim constituiu-se o grupo de trabalho das 6as. feiras de reflexão em Petrópolis. Um projeto aberto a todos.
5a.A CEN, logo após as eleições, decidiu por um choque de gestão em todas as regionais, com objetivos claros: Eliminar a idéia de que o partido tem feudos e consequentemente senhores feudais, isto foi dito , com toda clareza por Phellipe Guedon no informativo. As normas de funcionamento das instâncias partidárias vinham sendo, repetidamente, desrespeitadas e a formação política negligenciada.
Portanto, me parece que a CEN acertou ao determinar as intervenções, para que fosse preservada a unidade partidária em todo Território Nacional.
6a.Desta perspectiva, há duas situações distintas a se considerar e que a cada uma seja dado o tratamento adequado: uma é o mau funcionamento de uma regional implicando em prejuízos eleitorais e na estagnação do partido. A causa são deficiências a serem corrigidas com o apoio e acompanhamento sistemático da instância superior- Não há dolo. A outra poderá implicar em conduta dolosa e assim por isso mesmo capaz de provoca forte reação da militância, quando esta acredita naquilo que preconiza as idéias partidárias. Daí surgem as denúncias, que deverão serem apuradas, podendo se confirmarem ou não.
Isto posto, gostaria de fazer algumas considerações, dirigidas aos meus companheiros da regional RJ, disponibilizando, desde já, os espaços de comentários para quem desejar se expressar.
Na minha visão, Phellipe Guedon embora generoso, não vai abrir mão do seu sonho: Quer que o PHS prossiga dentro de seus princípios éticos, filosóficos e doutrinários.
Disto me vem a certeza de que o processo de intervenção no RJ será muito bem monitorado. Os interventores usarão de uma metodologia. que lhes permitirá uma verificação acurada dos fatos. Certamente, haverão relatórios a serem emitidos regularmente e assim pouco a pouco se irá desenhando o quadro dos acontecimentos que culminaram com a intervenção.
As pessoas apontadas no site do PHS em 08/11/2010 , como interventores no RJ: Nelita Rocha e Marcus Curvelo são competentes, sérias e confiáveis.
Estive silente até agora, mas venho acompanhando par e passo os acontecimentos confiante nas acertivas que virão.
Algo, entretanto, me parece um grande equívoco, capaz de comprometer o trabalho da comissão, e aí estou alinhada ao posicionamento de um grande no. de ex-candidatos, de membros da própria executiva, de militantes e filiados: A indicação do coordenador político da regional para presidente da comissão interventora.
Não tenho como desconsiderar as razões dos descontentes . Todos comungam na insatisfação de tal indicação.
Por mais que os mesmos acreditem na intenção de uma apuração com lisura, estão experenciando como afronta e escárnio a indicação daquele que no entender geral é o maior responsável pela má condução do processo político eleitoral no RJ, tão prejudicial a todos. Como agravante, considere-se o fato de no dia 08/11 o nome do mesmo não constar entre os interventores.
Não me restam argumentos que contradigam os sentimentos de todo grupo, porque a presença do coordenador político na presidência dos trabalhos inibiria o clima de uma total liberdade de apuração das denúncias elencadas.
Acreditamos que somente pessoas, absolutamente, isentas de envolvimento com os fatos apontados como irregularidades, poderiam vir a integrar a comissão de intervenção, pois, a própria Constituição preconiza que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.
Aliás, por uma questão de auto-respeito e decência, qualquer pessoa que pudesse ser vista como não isenta, por si só, deveria recusar tal indicação, no mínimo para poupar de constrangimento os interventores previamente qualificados.
Tenho dito.
verabritto
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