Ontem dia 25 de março de 2011, realizou-se a 7a. sexta de reflexão em Petrópolis, sob a batuta de Phellipe Guédon, nosso incansável mestre, que com sua sabedoria, invejável paciência e tenacidade, se empenhou por anos a fio a nos conduzir por sendas seguras da boa política.
Clareza e coerência marcaram a exposição de todos os assuntos da pauta, que foi muito rica. O tema reforma política, contou com o experiente consultor político Sergio Boechat, que também explicou, detalhamente, seu projeto piloto de pesquisa eleitoral.
Phellipe Guédon abordou o histórico do pensamento social cristão e com muita habilidade, sem dirigir sua fala a nenhum dos presentes, escancarou a pequinês de alma dos que optaram, por negar os princípios básicos do Solidarismo Cristão, para aderirem à uma filosofia maquiavélica. Assim quedaram separados o JOIO e o TRIGO.
Phellipe Guédon sempre foi o meu referencial no partido. Seu pensamento encontrou terreno fértil em minha mente e no meu coração.
Ontem, Guédon mostrou que um partido político tem que escolher desde seus primórdios, entre dois caminhos: o do Poder a qualquer preço, da ganância, do interesse pessoal, da centralização de decisões, da falta de valores cristãos fundamentais e o outro que privilegia a Fraternidade, a Igualdade, o Bem Comum, a Ética e a Participação.
A Convenção de São Luiz virou as costas, definitivamente, ao esforço de Guedon para manter o partido numa conduta de respeito aos seus princípios basilares. Venceu a ignorância, a mediocridade, a ambição desmedida, a corrupção etc, etc.
Eu e muitos outros filiados de todo o Brasil, continuararemos na trilha das premissas filosóficas de Guédon, provavelmente, não mais neste PHS que aí está, pois não atende às nossas aspirações.
Encerro fazendo minhas as palavras de Don Juan, o sábio mágico peruano.
E assim vos digo:
"qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum- para si mesmo e para os outros- abandoná-lo quando assim ordena o seu coração- Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o quantas vezes julgar necessário. Então faça a si mesmo , apenas a si mesmo uma pergunta: Tem este caminho um coração? em caso afirmativo, o caminho é bom- caso contrário, esse caminho não tem importância alguma".
Vera Britto